2007-09-21

Favelas - porque devem ser demolidas

Muitas vezes pensei em abandonar o meu blog. Pergunto-me às vezes: "Para quê escrever coisas óbvias? Todo mundo já sabe disso." Entretanto, sempre que desanimo, algo acontece. O óbvio não é óbvio no Brasil. Vamos por partes. Isto é uma favela:

Se não consegue ver direito, eu explico. É basicamente uma série de construções de madeira, sujas, insalubres, despencando do morro. Se chover mais forte, já era. Em resumo: um lugar nojento onde deveria ser proibido viver. Estão comigo até aqui? Muito bom.

Estou explicando mais esta obviedade porque hoje recebi uma reclamação: disseram-me que não se pode demolir as favelas porque elas abrigam as escolas de samba. Interessante...
As favelas devem ser demolidas por uma série de motivos:

São insalubres
Perigosas
Nojentas
Escondem traficantes
Mulas do tráfico
Criminosos de todo tipo

Elas devem ser demolidas imediatamente e os habitantes colocados em prédios de apartamentos populares. Como é no mundo civilizado. Abrigam escolas de samba? Estas que se mudem para outro lugar!

Essa história de renomear as favelas como "comunidade popular favela da rocinha" é coisa de populista vagabundo. As favelas devem ser tratadas de outra maneira. Com escavadeira e rolo compressor.

Simples, não é? Espero que desta vez eu tenha sido bem claro. Por que o óbvio é tão duro de entender no Brasil?

18 comentários:

Geraldo Guarulhos, SP. disse...

Só não concorda que as favelas devem ser demolidas quem tiver interesses inconfessaveis. Um exemplo: a cambada hoje no "PUDÊ".
Demolir as favelas e construir moradias de baixo custo, mas de boa qualidade. (por que não se contrata os serviços de cientistas para desenvolver e colocar em pratica projetos inteligentes de moradias de baixo custo?)

Eduardo Bernasconi disse...

No início dos 90 conheci uma família que tinha um terreno na divisa de São Paulo com Osasco (próximo ao Cebolão). Era uma área considerável que estava em litígio com a antiga Eletropaulo. O interessante é que a família, não a Eletropaulo, vigiava a propriedade 24 horas (8 horas o pai, 8 horas um filho, 8 horas outro filho) contra invasões. Adivinhem quem queria invadir (fazer negócios). É isso mesmo o departamento “imobiliário” do PT. A proposta na época era assim:
“Deixa entra uns 200 ou 300 barraco, você (a família) leva ?$ 100,00/barraco/mês e nos (o PT) cuidamo da infra-estrutura (maderite de 3ª) e da logística (mudança)”

Eduardo disse...

Sr. Paulo, é a primeira vez que navego pelo seu blog e a impressão que tenho é que estou a frente de um altar à arrogância e impertinência de um privilegiado observador do mundo que parece registrar obviedades, mas que esconde um enorme preconceito, uma míope compreensão das coisas, assim como um ego descomunal de uma pessoa, que através de críticas (envolventes, tenho que admitir!) inconclusivas, manipula um séquito de ignorantes e igualmente míopes. Vamos a este "post", irônico e pedagógico, que apresenta a favela como "insalubres, nojentas, perigosas, escondem traficantes, mulas de tráfico e criminosos de todo tipo". Sou favelado. Não por opção. E não me enquadro neste genérico e preconceituoso cenário. Infelizmente não moro na Austrália, não aprecio música clássica, porém sofro no dia a dia com aquilo, que tão garbosamente é descrito por você. Sou trabalhador de família humilde, que pego condução para trabalhar e receber um salário de fome que mal dá para a alimentação. Não posso comprar os livros, nem os CDs indicados por você ! Não sou ateu, porque preciso acreditar em algo maior para justificar o injustificável. Não estou reclamando, estou batalhando por uma vida melhor. Faço a minha parte. É muito fácil criticar, falar mal de um Brasil (indigno e corrupto, involuído e com problemas de um local incivilizado e doente), quando se mora no outro lado do planeta cheio de mordomias, lugares bonitos, comida boa e oportunidades para todos. Difícil é enfrentar a vida da favela, as "balas perdidas" ironizadas por você, conviver com políticos e policiais corruptos, fazer contas "simples" para esticar o salário de um sub-emprego informal. Difícil é não poder ficar doente, pois não temos atendimento hospitalar público decente. Mais difícil é encaminharmos nossos filhos para a escola pública, de péssima qualidade (sempre lembrada por você que, naturalmente, estudou em uma boa escola particular) que nos acorrenta a uma situação sócio-econômica sem perspectivas. Gostaria de pedir a você análises menos primárias e óbvias (populistas, sim você também é populista neste tipo de crítica vazia e panfletária), mais abrangentes (pois me parece que você é inteligente e capaz). Parodiando o final do seu blog, nada é simples ! o seu olhar, sim, este é simplista. Vc é bastante claro nos seus pensamentos, embora de uma mente escura e polarizada. O duro, não é entender o óbvio, e sim analisar de forma imparcial, objetiva qualquer assunto que chame a sua atenção. Sou o primeiro a recomendar a você que continue a escrever. Mas para isso, use óculos ! Seu amigo favelado, Eduardo.

Bira disse...

Voce lançou um novo PAC, favela zero, reconstruindo o brasil.
Mas e como ficarão as necessidades do povo, com casa, todos prestarão mais atenção no politico e isto não pode acontecer.

Anônimo disse...

MIOPE É ESTE FULANINHO , QUE NO MINIMO ESTA SATISFEITO EM MORAR
DENTRO DE UM BUEIRO E , NAO VER
QUE ELE E, UM BANDO DE IGUAIS
TEM DIREITOS DE CIDADAO, NO MI-
NIMO DEVE SER ALGUM FALSO INTEC-
TUALOIDE DEBILOIDE COM CULTURA
DE ALMANAQUE QUE (COMO TOUPEIRA)
NÃO CONSEGUIU ENCHERGAR A DIREÇÃO
QUE VOCE TENTOU FAZER ENTENDE-LO
CONTINUE SEMPRE ASSIM, PARABÉNS

Anônimo disse...

EDUARDO , ESSE NEGOCIO DE FAÇO
¨AMINHA PARTE¨ É COISA DE MANCO
MENTAL, ENTENDE AMISADE... VIVA
E DEIXE VIVER, MAS FAÇA COMO TODOS,
TENHA UM MINIMO DE DIGNIDADE, SE
FAVELA, ESTA BOM PRA VOCE, ORA BOLAS
VA ESCAFEDER-SE ONDE O JUDAS PERDEU
AS BOTAS.........SEU TOUPEIRA,
PORQUE : MIOPE AINDA TEM REMEDIO MAS TOUPEIRA NAO!!!

amiSade disse...

Caro anônimo, o Eduardo Toupeira realmente não conseguiu enCHergar a direção. Muito pertinente a sua colocação (de vírgulas, inclusive).

Anônimo disse...

Realmente "faço a minha parte" é prá quem tem sub mentalidade...Infelizmente o cidadão acima não se preparou prá ter uma vida com mais dignidade e põe a culpa nos outros (oportunidades existem até mesmo no Brasil, apesar do governo, apesar a ação dos criminosos em todas as áreas, basta não ser míope).
Este tipo de mentalidade considera as pessoas preparadas como preconceituosas e privilegiadas, sem levar em conta o imenso esforço individual necessário para se chegar lá. O pior é que costumam levar os filhos para o mesmo caminho...

Anônimo disse...

Calor demais, trânsito em São Paulo, tudo parado. Lado a lado um
mercedes com uma madame e motorista e um fusquinha com um
gordinho, a barba por fazer. O gordinho xinga, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a madame baixa o vidro do mercedes e diz:
"A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!" - Shakespeare, em "Macbeth".
O gordinho não deixa barato:
"Vá tomar no cu!" - Nélson Rodrigues, em "A vida como ela é".

MARIO GENTIL COSTA disse...

ZAPPI, ESSE SENHOR "EDUARDO" REDIGE BEM DEMAIS PARA UM FAVELADO QUE VIVE NOS LIMITES DA PENÚRIA POR FALTA DE EMPREGO. NÃO CREIO, PORTANTO, QUE SEJA TÃO HUMILDE COMO APREGOA. VEJO-O, ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO, COMO UM PORTA-VOZ DO PAC OU ALGO ESQUERDOSO QUE O VALHA. SEJA COMO FOR, LÁ PELO ANOS SESSENTA, O GRANDE CRONISTA DAVID NASSER, DA REVISTA "O CRUZEIRO", JÁ PROFETIZAVA O INFERNO EM QUE AS FAVELAS E O RIO DE JANEIRO SE TRANSFORMARIAM SE A POPULAÇÃO CONTINUASSE A CRESCER NO RITMO DA ÉPOCA. O TÍTULO DESSA CRÔNICA HISTÓRICA ERA, ATÉ ONDE RECORDO, "QUANDO O MORRO DESCER PARA A AVENIDA...". DE FATO, NÃO CREIO QUE A SOLUÇÃO - SE AINDA HÁ - SEJA CONSTRUIR MORADIAS DECENTES PARA OS FAVELADOS. A MEU VER, A QUESTÃO É BEM MAIS COMPLEXA. AQUI EM FLORIPA, A PREFEITURA TENTOU TRANSFERIR FAVELADOS PARA VILAS CONJUGADAS, DISTRIBUÍDAS COM CRITÉRIOS ESTUDADOS POR ASSISTENTES SOCIAIS. EM POUCO TEMPO, ELES ESTAVAM SUBLOCANDO SUAS MORADIAS E RETORNANDO AOS MORROS. O PROBLEMA É EDUCACIONAL E, PRA ISSO, O GOVERNO NUNCA TEM VERBAS, MUITO MENOS PRIORIDADES. EM ÚLTIMA ANÁLISE, TUDO PARECE RESUMIR-SE À SUPERPOPULÃÇÃO ESTIMULADA PELO MANDAMENTO RELIGIOSO DO "CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS", POIS ONDE ESTIVER A MASSA ACRÍTICA, ESTARÃO OS PROSÉLITOS DO EDIR MACEDO ET CATERVA, BEM COMO OS ELEITORES DO PT. TUDO ISSO FAZ PARTE DO "GRANDE PLANO"... E "QUANTO PIOR, MELHOR". CASO CONTRÁRIO, ONDE VOCÊ ACHA QUE O LULA E SEUS 'CUMPANHEIRO" VÃO BUSCAR SEUS 48% DE APROVAÇÃO? SOU PESSIMISTA, MEU CARO - O BRASIL ESTÁ PERDIDO. MARIO GENTIL COSTA

Otacílio Guimarães disse...

Zappi, o Eduardo disse tudo. Ele é o favelado intelectualizado (você viu como ele escreve até direitinho?), quem sabe ele não é diretor de uma escola de samba, a fina flor da cultura dos favelados? Favelado sem escolas de samba não é favelado. Eduardo apenas expressou o pensamento da maioria dos favelados e miseráveis do Brasil inteiro, ou seja, estão acostumados com a miséria, gostam dela, se dão bem com ela. Se você tirar uma família de favelados e colocar para morar num apartamento de quatro quartos na Vieira Souto ela vai se sentir infeliz, vai adoecer, pode até acontecer que alguns membros da família se suicidem. Com a instrução que tem, o Eduardo poderia estar em melhor situação, mas ele prefere a favela e o seu "romantismo". A única coisa de boa que o governo poderia fazer pelos favelados e miseráveis do Brasil inteiro seria mandar vasectomizar todos os machos e fazer ligadura de trompas em todas as mulheres. Isto aos doze anos de idade. Melhor do que gastar o dinheiro público construindo casas para favelados.

Eduardo disse...

Gostaria de responder aos meus detratores que ficam tão incomodados quando são contrariados em seus pontos de vista, incapazes de argumentar racionalmente, apelando para ofensas (mesmo que escritas em um português que carece de ensino fundamental !) e exibindo a ausência de realidade e, sobretudo, de informação ! Quando digo que "faço a minha parte", não estou, de forma alguma, dando asas a minha "sub mentalidade" e sim, declarando que sou um cidadâo do bem a procura de melhores condições de vida por meios honestos em um país despreparado para lidar com os seus problemas estruturais, sociais e econômicos. Um país que continuamente aprofunda as diferenças entre cidadãos de um mesmo Brasil. Não sou de forma alguma conformado, resignado ou revoltado. Ao contrário dos preconceituosos de plantão, que julgam que um favelado não possa redigir bem e incomodar as "pessoas bem preparadas", estou na luta e participo das preocupações da "comunidade popular da favela", tomando parte de ações que visam melhorar as condições de moradia e convivência com meus pares. Vivo em um mundo real e difícil, aqui, no Brasil, e não na Austrália distante, donde repercute críticas apaixonadas de um fugitivo exilado. Prefiro os meus sambinhas e pagodes nacionais, o meu Deus evangélico, a minha "cultura de almanaque", ser "manco mental" ou uma "toupeira míope" até, acompanhado de um Nelson Rodrigues nos debates da vida cotidiana, agindo e atuando na melhoria contínua de um país desgraçadamente roubado, estuprado e esmagado, ao ser um crítico confortável, lendo noticiários da internet, vídeos clássicos do YouTube, acomodado em sua poltrona vendo a vida distante passar.... Participem ! Criticar é fácil......

Eduardo disse...

Meu amigo Otacilio Guimarães, aqui quem fala é a "fina flor da cultura dos favelados".... Alguns esclarecimentos são necessários: não sou diretor de escola de samba ! Não estou acostumado, nem gosto da miséria ou do "romantismo" da favela. Convido a você a conhecer uma favela..... não apenas pelos jornais ou pela televisão, para que você tenha a oportunidade de rever os seus conceitos, isto é, preconceitos. E, se você me conceder moradia na Vieira Souto, prometo a você que não vou me sentir infeliz ou me suicidar ! Quanto ao seu infeliz e lamentável comentário sobre vasectomia e ligadura, mostra apenas como a sua visão é rasa e superficial, além de covarde e infantil ! É assim que você lida com os problemas do dia a dia?? Creça Otacílio, cresça.....

Everaldo disse...

Esta questão é tão preconceituosa quanto sem fundamentos, seria ótimo que todos os cidadãos necessitados tivessem assistência seja do poder público ou da iniciativa privada. É muito fácil alguém que nunca teve contato com outras realidades, criticar aquela que não lhe agrada, ou que lhe causa medo.Há um verdadeiro pavor por pobreza neste país, que perdoem-me a sinceridade, é pobre. basta análisar os indíces, ou menos ainda, saiam dos centros urbanos e é possive sentir uma "pequena diferença" no modo de vida das pessoas, as relações com o trabalho que é considerado uma verdade indiscútivel. Para as pessoas que participam do Poder seja ele governo ou não acreditam que o mercado financeiro é a verdade, seja lá qual for a verdade o fato é que elas são bem distintas. Acabar com as favelas?
Acabar com a massa de manobras? sejamos realistas, é interesse de quem? Da classe média desesperada que não suporta a hipótese de se imaginar em situação de miséria, Da elite ue nem se incomoda porque cria seus filhos no exterior, e se vive no brasil é para pagar menos impostos ou para poder uma de ualidade em um país tropical? ou dos políticos os verdadeiro representantes da população? Demolir as favelas? e qual seria a empreitera contratada, seria aprovada em licitação junto a prefeitura ou ao estado? E depois o que fariamos com aquele contingente de pessoas que provávelmente deve trabalhar em vossas casas como empregados, ou nas empresas de vossos familiares como operários, ou talvez lhe servindo cafés em restaurantes renomados, ou ainda cuidadando de vossas crianças, seilá mais o quê. Se o País é pobre, então estamos cercados de pobres, pobres que nos ajudam a tocar nossas vidas de classes-medias seja lá como se escreve este coletivo... O fato é que siplesmente falar é cômodo e dá ate prazer, pra quem tá de fora. Em favelas (já que é o tema...)existem muito mais que o mau cheiro e a condição de vida precária, existe um elemento que, neste país é maioria que é gente que ganha no máximo até dois salários mínimos, o que deve ser equivalente ao preço de uma faculdade que a maioria dos senhores fazem, ou talvez menos em muitos casos. Algumas afirmações expressam a realidade: Muito pocas(menos de 0,17%) moram em situação de risco porque gosta. A população pobre não é composta por criminosos(mesmo as penitenciarias estndo duperlotadas, caso alguém queira usar isto coo dado, quando se faz o cálculo por habitantes este número fica ridículo...). A maioria dos criminosos são pobres (um dos motivos da classe média temer tanto, mas isto só é verdade porque existem muitos mais pobres que "gente bem de vida"). Se a favela se levantar contra as injustiças que sofrem, ou seja se eles tiverem informação decente(nem quero dizer formação..), informção... aí carissimos como diriam " asa vai cair pá uma par de gente...". As favelas nunca serão o problema deste país, acabar com elas não deixaria o país em melhor ou em pior situação. Na favela tem trabalhadores e deixá-los em predios ou habitações decentes é pão e circo. Agora, deêm educação foração pra ver se a situação não muda pra melhor, deixem quem mor na favela tranquilos, pq estes sabem entrar e sair em muitos lugares que muitos de vossas senhorias nunca chegariam perto...
Ah! Muitas pessoas que moram em favelas, sabem escrever e lêem também.

Otacílio Guimarães disse...

O Everaldo tem razão. O problema é falta de educação. Já pensou, Everaldo, se todos na favela tivessem uma boa educação o que seria dos políticos safados, pastores e padres sem vergonha ávidos pelo dízimo dos ótários, traficantes de drogas, vadios e bandidos de modo geral? Ah, iam ter que cantar em outra freguesia!Ô, Eduardo, obrigado pelo convite para conhecer uma favela, mas olha, eu não vou porque tenho amor à vida, sou egoista, sabe, quero viver como Matusalém uns 700 anos, já estou com 64. Se eu for visitar uma favela posso levar um tiro de um traficante pensando que sou um investigador ou repórter curioso ou pegar uma doença incurável. Quem gosta de visitar favela é político em ano de eleição e chefes de estado demagogos. Além disso, estou muito distante do Rio. Moro em Darwin, na Austrália, para onde vim com medo de virar favelado. Lula vai transformar o Brasil numa imensa favela.

Eduardo disse...

Meu amigo Otacílio Guimarães, parece que do alto dos seus 64 anos, ainda resta um pouco de lucidez ao concordar com o Everaldo na questão de educação, quesito fundamental para uma nação de cidadãos, que proporciona uma base comum para uma sociedade mais justa. Educação! Aí está um caminho lógico, racional, capaz de contribuir, e não destruir (como exemplos fascistas e autoritários apregoados pelo Sr. Zappi, eliminando aquilo que o incomoda, ao invés de usar o seu pseudo cérebro darwiniano na procura de soluções viáveis, além de participar de modo efetivo para a mudança do estado atual de um país que desaba em velocidade surpreendente...) ou excluir, seja favelas, “petralhas” (para a infelicidade de meus detratores irados, não sou simpatizante de Lula e dos 40 ladrões, não voto e nunca votei no PT!), corruptos, políticos, etc.... A essência deste jogo, denominado vida, é lidar com as adversidades, conhecendo seus caminhos e descaminhos, aperfeiçoando os mecanismos democráticos (ainda que injustos e manipulados) para tornar este país (que embora vocês critiquem, de forma passional e rasa, sentem falta desta terra do samba e do futebol, mesmo vivendo em um país civilizado e capitalista “decente” como a Austrália) um lugar mais justo, nos atributos social e econômico. O que irrita nestes “posts” irresponsáveis é a generalização barata de pessoas ignorantes sobre assuntos sérios e complexos. Exibem, de uma forma vergonhosa (e escandalosa!) seus preconceitos, sua ira e perplexidade, frente a um favelado (portanto, da ralé, um desclassificado, e por aí vai....) que ousa argumentar, enfrentar estes pensamentos superficiais (e fazendo ainda o uso da escrita.....) e obrigá-los a refletir. Contribuam com diálogo, discutindo alternativas claras, de forma objetiva (e não abjeta, lançando mão de ferramentas de eugenia, como ditadores, velhos conhecidos da história), sem ofensas (de classe, raça, etc), com elegância, respeitando as diferenças e encontrando formas de conviver, seja com um favelado, um erudito, privilegiado ou não. Reflita Otacílio, reflita.....

Bento disse...

Não sou morador de favela, e nem tão pouco sou brasileiro... Sou do país irmão e aqui, ao contrário do que se pensa, também chegam as noticias através de revistas e jornais.
Gostava de comentar aqui, alguns comentários de outros users.
Primeiro, devo o meu respeito ao sr. Eduardo pelo esclarecimento que deu a todos neste blog, e que me ajuda a ver o mundo lá fora noutra perspectiva. Depois gostava de saber, porque é que certas pessoas "chingam" (acho que é assim que voçês dizem) quem é morador de uma favela, ou por opção ou sem ela.
Depois eu gostava de saber quem é que pode julgar alguém que andou numa escola publica e sem condições, e depois ao dizer mal dessas pessoas não sabe escrever!
E por ultimo, acho que se alguém quiser dizer mal de outra, pode fazê-lo livremente... Porquê em anônimo? Medo? Enfim... cresçam!

Anônimo disse...

Boa noite !!!

Quanto mais miséria, mais crianças, menos noção de mundo, menos capacidade de se enxergar como parte de um todo e por aí vai...

Os donos do capital adoram bilhões de consumidores, com capacidade somente de consumir e sem capacidade de competir ou produzir. Muitos escravos para serem usados... kkkkkkkkk

Agora, o cretino mora em um barraco e mete uns cinco filhos no mundo !!!! Como essa porra mudaaaaaaa ???????

Excesso de mão de obra miserável, desce salários e qualidade...

Chapéu de otário é marreta !!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Fodam-se !!!!