2007-10-06

A gente dá um dedinho....

... e eles já querem o braço inteiro. Eu não me importo que cada um acredite no deus que quiser. Quem sou eu para forçar alguém a deixar de acreditar em Tupã ou Alah? O problema é que quando a gente simplesmente tolera as religiões e os religiosos, eles começam a "exigir" privilégios. As religiões já gozam de isenção de impostos, mas se pudessem, aprovariam leis proibindo as pessoas de se manifestar contra os seus preceitos. Sabiam que exisitia um crime chamado "blasfêmia" que consistia em negar o espírito santo? É difícil confirmar semelhante aberração, aparentemente responsável por aquela misteriosa gravidez da santa Maria... Enfim, há gente de todo tipo, que acredita nas coisas mais bizarras. Paciência.

O que me deixa sem paciência é quando querem passar suas crenças estranhas para as crianças dos outros. Aí fica mal, né? Usar o dinheiro do governo para ensinar religião? Eu acho uma postura indecorosa. É o que quer uma deputada do PSDB, Maria Lúcia Amary, católica fervorosa. Ela aprovou na assembléia de São Paulo projeto "Deus na Escola" que propõe ensinar religião na escola. Para que serve a igreja, que já nem paga imposto, minha senhora? Para que serve a família? Agora os cidadãos vão ter que pagar o dízimo para a sua religião? Não mesmo.

Se você discorda que o dinheiro do seu imposto (já roubado, desviado, desprezado, desperdiçado pelo governo) ainda tenha que pagar religião dos outros, assine este manifesto (clique aqui) que enviará uma carta pedindo para que o Governador José Serra vete o projeto. Este projeto fere a independência entre o estado e a religião. Ainda há tempo. Reaja!

Obrigado ao Tambosi pelo link

5 comentários:

Bira disse...

A lei é inconstitucional já que a CF garante a liberdade de credo.
Mais um querendo aparecer e/ou impor sua doutrina, talvez de olho no dizimo.

moscon disse...

Alexander Soljenitzen, o pensador russo, disse a mais de 30 anos que o problema da humanidade nesses dias era que "...o homem tinha esquecido de Deus". Não digo que precise se ensinar religião nas escolas, mas tão sómente ensinar sobre Deus e a necessidade de nossa relação com nosso Pai Celestial.

Yuri disse...

Ensino religioso e formação de credos é algo que as famílias podem fazer em seu seio. O Estado é laico (e deve manter-se assim!). O homem não tem, necessariamente, nenhuma necessidade de relação espiritual com qualquer tipo de "Pai Celestial". Quem pensa assim é porque já tem algum credo e já está doutrinado em alguma religião. É uma liberdade de cada cidadão, garantida pela nossa Carta Magna, mas não deve haver nenhuma intromissão do Estado nesse assunto. E, lembrem-se, a liberdade de um indíviduo termina exatamente onde começa a dos outros. Vamso aderir ao movimento e solicitar o veto desta lei. O dinheiro que o Estado gastaria com esse absurdo pode ser muito melhor empregado melhorando as condições de ensino atuais (que são péssimas!).

Orlando Tambosi disse...

Zappi, a Nariz Gelado me botou numa fria e acabou sobrando para você também. Veja lá no blog.

Abs.

Anônimo disse...

Veja isso Zappi.

http://www.jumpcut.com/view?id=FED33750036011DC9B22000423CF381C