2007-10-30

¡Viva el socialismo!

Tsc tsc... Parece que o latinoamericano não aprende mesmo. Depois de décadas de escassez em Cuba, convenientemente atribuída ao "imperialismo Ianque", agora é a vez da Venezuela bolivariana, a nova República Maloqueira do Chavez. Em um país pobre como a Venezuela, o leite está sendo vendido por R$25 no mercado negro (veja aqui). Mercado negro de leite? Adivinhem quem o Chavez vai culpar? Os americanos, claro.

Enquanto isso a BBC inglesa, que costumava defender a democracia no mundo, permanece silenciosa a respeito dos acontecimentos na Venezuela e no Brasil. Criticar o Lula? Nunca! No lugar disso, pífias reportagens sobre "lugares mágicos em favelas" (veja aqui). Claro, maloca e socialismo é muito bom... para os cucarachas. Queria ver o que os ingleses fariam se tivessem que comprar leite no mercado negro e viver em malocas em tempos de paz e em pleno crescimento da economia mundial.

2007-10-29

Petismo é religião










Se alguém ainda tem dúvidas sobre isso, leia abaixo e refute se for capaz...

Os religiosos se crêem os guardiães da moral. Acham que quem não é religioso é automaticamente amoral. Acham que a sua moral lhes é ditada por um ente todo-poderoso (que eles chamam de deus) e acham também que só eles, por ser religiosos, sabem perfeitamente o que esse entidade deseja que eles façam.

Os petistas se crêem guardiães da moral. Acham que os não-petistas são automaticamente amorais. Acham que sua moral lhes é ditada por um ente todo-poderoso (que eles chamam de povo) e acham também que só eles, por ser petistas, sabem perfeitamente o que essa entidade deseja que eles façam.

Os religiosos pregam a pobreza como forma de alcançar o paraíso. Entretanto, quando podem meter a mão na bufunfa, o fazem sem vacilar. Os bilhões de dólares de obras de arte do Vaticano não foram conseguidos com trabalho árduo, e onde a igreja vai, a pobreza aumenta.

Os petistas pregam a pobreza como forma de alcançar a iluminação. Entretanto, quando podem meter a mão na bufunfa, o fazem sem vacilar. Os bilhões de dólares roubados pelo governo Lula não foram conseguidos com trabalho árduo, e onde o PT vai, a pobreza aumenta.

Os religiosos preferem negar a realidade, se houver qualquer conflito entre o que acontece de verdade e a sua religião. Negam tudo e acham que isso é uma virtude, que chamam de fé.

Os petistas preferem negar a realidade, se houver qualquer conflito entre o que acontece de verdade e o petismo. Negam tudo e acham que isso é uma virtude, que chamam de pragmatismo.

Mentir não é considerado grave (nem consta nos dez mandamentos), desde que a mentira seja usada para defender a religião.

Mentir não é considerado grave (nem consta no código de ética do PT), desde que a mentira seja usada para defender o petismo.

Precisa dizer algo mais?

Nossas matas são mais verdes

Mas nossos jornalistas são mais burros. Na Folha de domingo Elio Gaspari disse o seguinte, referindo-se às polêmicas declarações do governador do Rio, Sérgio Cabral:
Em 2000, o número médio de filhos nas favelas cariocas (2,6) era superior ao dos outros bairros do Rio (1,7), mas ficava próximo da estatística nacional (2,1). Quem acha que o problema da segurança está na barriga das faveladas, deve pensar em mudar de planeta. A taxa dos morros do Rio é a mesma do mundo. Nos anos 70, muitos sábios sustentavam que o Brasil precisava baixar sua taxa de fertilidade (5,8) para distribuir melhor a riqueza. Passou-se uma geração, a fertilidade caiu a um terço (1,9) e o índice de Gini, que mede as desigualdades de renda, passou de 0,56 para 0,57, chegando ao padrão paraguaio. Nasceram menos brasileiros, mas não se reduziu o fosso social.
O que Gaspari não entende, e eu faço questão de explicar, é o seguinte:

Se os miseráveis tem mais filhos que os ricos, a distribuição de renda piora. É o que acontece nas favelas cariocas. Como é que ele quer que o índice de Gini melhore? Para quê esse tapado quer mais miséria? Não sei responder. Nossas matas são mais verdes, nossos campos tem mais flores, mas nossos jornalistas deveriam ir para a escola. Primária.

2007-10-27

Tabus brasileiros

Talvez este post devesse se chamar: "O que é que faz o brasileiro parar de pensar?". Refiro-me aos assuntos que deixam os brasileiros batendo pino, travando o motor, balbuciando besteira. Vamos ver...

Aborto. Só a palavra gera calafrios nos brasileiros. Igualam a palavra a assassinato com a facilidade de quem se acha expert no assunto. Uma novidade: só o Brasil, o Vaticano e um punhado de países atrasados acham isso. Por que? Porque a morte de uma simples célula, o óvulo fertilizado, não pode ser chamada de assassinato por qualquer pessoa com um mínimo de inteligência. Infelizmente este assunto não parece ser entendido pelos brasileiros, que consideram uma "obscenidade" que uma mulher possa decidir se quer ou não ter um filho. Se está na miséria ou não, se o filho tem pai ou não, se ela tem 12 anos ou não, nada disso importa. Só ressoa histericamente a correlação "aborto = assassinato".

Não adianta lembrar que a maior parte das gestações termina naturalmente em aborto. A natureza faz o que pode para impedir que nasça um ser defeituoso. Isso não tem nada de estranho não: múltiplos defeitos genéticos causam essa reação natural no organismo. Aí, quando alguém menciona a prática comum nos países civilizados de promover o aborto de monstruosidades - sim, monstruosidades como anencefalia, siameses, débeis mentais e outros - vem sempre alguém para gritar: "Eugenia! Nazismo!". Eu me pergunto simplesmente por que uma mãe tem que ser obrigada a passar a vida inteira sofrendo para cuidar de um ser defeituoso. Se for possível impedir, qual o problema?

A correlação entre "eugenia" e "nazismo" é totalmente despropositada. O que significa eugenia, afinal? É a tentativa metódica de melhorar o ser humano por meio de reprodução seletiva. Bom, é também o que todo mundo faz, quando consciente ou inconscientemente escolhe a parceira ou é escolhido por ela. Contra isso ninguém reclama, não é mesmo? Não sonham todos em ter filhos saudáveis, felizes e inteligentes? O que tem isso a ver com totalitarismo nazista? Eu diria que esse desejo é a base da liberdade individual.

O problema é que os assuntos que travam totalmente o cérebro brasileiro não acabam aí. Já que o aborto é definido por consenso como assassinato, o ataque passa a ser contra métodos anticoncepcionais. Eu pergunto novamente, quem é que nunca ficou apaixonado? Será que no calor da paixão todo mundo age racionalmente, lembra da camisinha, etc? Sempre acontece algo imprevisto. Se os métodos anticoncepcionais são tabus, proibidos, ilegais e inaccessíveis os únicos que não terão filhos não programados serão os assexuados. Eu suspeito que sei a razão de tanta fissura para tentar impedir o sexo.

Eu acho que os frustrados, os que tiveram filhos 'por acidente', os que tiveram filhos não desejados, os que foram filhos não desejados, os que nunca viveram uma paixão e os assexuados estão tentando se vingar. Já que são infelizes, querem também forçar infelicidade aos demais, enfiando o nariz no sexo dos outros. Como? Proibindo anticoncepcionais, já que não conseguem proibir sexo... ainda. É a apoteose do espírito de porco. É a tara mais profunda e nefasta. Suspeito que todos os que tentam proibir o aborto pertencem a esta triste categoria.


2007-10-25

Um insensível e um desonesto

Seguindo a sugestão do Yuri, assíduo leitor deste blog, vou comentar a fala de Sergio Cabral defendendo o direito ao aborto. Vou me ater somente ao que ele disse ontem, já que não conheço o governador do Rio de Janeiro. Vou comentar também o que disse o blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, a respeito.

Tecnicamente o que Sergio Cabral disse está correto: as favelas, com seu ritmo de natalidade africana, são fábricas de marginais. Não há dúvida a respeito. Ele defendeu a legalização do aborto citando o livro "Freakanomics" e aqui começo a discordar. Eu não acho que há provas contundentes de que a liberalização do aborto conduz diretamente a uma redução na criminalidade. Entretanto, qualquer pessoa de bom senso percebe que a descriminalização fará com que menos filhos indesejados nasçam, reduzindo o crescimento demográfico em áreas já miseráveis e, a médio prazo, melhorando a situação econômica. Não custa lembrar que todos os países civilizados permitem o aborto nas primeiras semanas de gestação.

O que acredito é que a afirmação de Cabral foi um tanto insensível do ponto de vista político. A forma como colocou o assunto torna fácil aos opositores ao direito de aborto usar o argumento "ele quer matar os pobres antes que eles nasçam", argumento este típico de alguém com a distorção mental lulista, que pensa que pobre é algum tipo de raça, algo como a raça da "Maria da lata d'água". Entretanto ele está correto na sua posição, que deve ser vista como um direito fundamental da mulher, da mesma forma como é vista por todo o mundo civilizado moderno. Nesse aspecto aplaudo a sua coragem.

Agora vem a parte deprimente. É sabido que a religião distorce as faculdades mentais de quem tem que se obrigar a acreditar em dogmas impossíveis. Entretanto é verdadeiramente deprimente constatar que um dos poucos opositores a Lula é capaz de recorrer a desonestidade intelectual tão baixa ao defender sua dogmatica posição. O Reinaldo Azevedo, comentando a fala de Cabral, diz aqui o seguinte:

"...Se Sérgio Cabral decidisse assassinar todos os fetos das mulheres pobres — nosso Herodes pequeno-burguês — e optasse por uma esterilização censitária,..."

Poucas vezes na minha vida vi um ato de desonestidade intelectual tão covarde. Todos sabemos que Cabral não quis dizer isso. Aqui Reinaldo Azevedo não só desce ao nível de Lula - que ele outras vezes corretamente ataca - invocando "assassinato seletivo de pobres", como também chama o aborto de "assassinato", como se aborto e assassinato fossem a mesma coisa.

Reinaldo tem todo o direito de manifestar a sua radical posição pró-Vaticano. O que ele não deveria - para seu próprio bem - é tentar forçar a sua distorcida visão carola a todas as outras pessoas. Além de perder a razão em outras áreas, fornece aos pró-Lula um motivo muito forte para desacreditar qualquer outro argumento seu.

Deixo aqui uma mensagem para o Reinaldo Azevedo: Você é católico? Ótimo. Não tente entretanto trazer a sua religião para a esfera pública. Não tente impor suas visões dogmáticas a nós, não-católicos. Não quero ter que compará-lo àqueles islâmicos que são capazes de qualquer coisa para forçar a lei sharia nas sociedades em que se encontram. Acredito que você é mais inteligente que isso.

Australia recebe SuperJumbo

O primeiro vôo comercial do A380 pousou hoje em Sydney, vindo de Singapura. Os passageiros que compraram suas passagens em leilões na e-bay informaram que o SuperJumbo é extremamente silencioso e a turbulência mal se percebe, possivelmente devido ao tamanho do avião. Elogiaram a disposição de assentos na cabine e um deles comentou:

-Normalmente você entra no avião e dorme. Aqui todo mundo estava em pé, andando e conversando animadamente.

Acho que o SuperJumbo é um avanço real em relação às sucatas velhas como o Fokker 100 que a TAM entope de passageiros. Entretanto, não se iludam: para aumentar os lucros muitas empresas aéreas vão enfiar mais de 800 passageiros no A380, transformando-os nas maiores latas de sardinha voadoras da história da humanidade...

Veja mais sobre a festa que foi o primeiro vôo aqui.

2007-10-24

O PSDB perdeu um milhão

TOTAL: 1.106.522 assinaturas. Esse é o número de pessoas que assinaram o manifesto contra a CPMF (clique aqui para assinar e aqui para mandar um email para os senadores). O PSDB, fazendo o papel de palhaço de de negociar com o maloqueiro-mór quando poderia simplesmente bloquear, está perdendo mais de um milhão de votos. Não aprenderam nadinha com o Alckmin.

Vou ser explícito, já que sutilezas não funcionam no Brasil: dar o CPMF para o maloqueiro-mór é equivalente a ajudá-lo a destruir o Estado de Direito e a Democracia. Só isso.

2007-10-23

Fuga de cérebros

Eu tinha a impressão geral de que mais gente estava indo embora do Brasil, mas não tinha como provar.

Uma visita ao site do IBGE foi infrutífera - nada de dados. Pensei então em avaliar a emigração do Brasil consultando as bases de dados de países para onde os brasileiros emigrariam. Consultei Australia e Estados Unidos, que aparentemente são uma mostra representativa da tendência geral.

Os resultados são estarrecedores. Em '99, somente 3.900 brasileiros emigraram legalmente para os Estados Unidos. Em 2006, esse número subiu para 18.000! Quase 5 vezes mais! Notem que estes são os "legais", gente que tem instrução e dinheiro e que optou por não deixar que os filhos cresçam no Brasil, gente que optou por não pagar impostos em um país que não os respeita. Cliquem na figura para vê-la ampliada. Não há dúvida, o Lula está gerando um êxodo sem precedentes.

Tenho certeza de que esses números vão aumentar. Eu não encontrei as estatísticas dos países europeus - Itália, Espanha e Portugal - mas acho que a tendência geral é similar. O resultado será visível em alguns anos pois estes que saem são justamente os que fazem, com suas habilidades e conhecimento, a economia crescer. Nos livros de história futura este movimento será conhecido como a grande fuga dos cérebros, a reação previsível a um governo cuja característica mais notável é a recompensa generosa a todos os tipos de ignorância.

2007-10-22

Um padre demasiado amoroso

"O padre Júlio Lancellotti ofereceu ao morador de rua que ameaçou denunciá-lo por pedofilia o aluguel de uma casa, uma bicicleta, uma moto, um terreno, uma viagem à praia e uma Mitsubishi Pajero. Bem que poderia estender sua 'amizade íntima' a todos os moradores de rua da cidade" - Diogo Mainardi

Para ler a história completa, clique aqui.

Eu tenho todo o direito de desconfiar desse padre. Padre Lancelotti me lembra a Madre Teresa de Calcutá: ambos gostam da pobreza. Ele defende o direito de moradores de rua morarem na rua, não o de terem uma vida digna. Bom, até este episódio, era o que eu pensava. Após saber que desembolsava dinheiro para um morador de rua comprar uma Pajero, mudei de idéia. Pensei então no dinheirão que o Vaticano gastou com outros padres, nos Estados Unidos, que não contiveram seu grande amor pelas crianças. O Vaticano pagou quase um bilhão de dólares nos últimos 2 anos só em indenizações às vítimas dos padres tarados. Pensando bem, uma Pajero é fichinha perto daquilo. Entretanto sempre é bom lembrar que Lancelotti é petista e recebe dinheiro do governo para "cuidar" de crianças. Amigo do Lula... adivinhem quem pagou a Pajero?????

"No children left behind" significa em inglês "Nenhuma criança será deixada para trás". Christopher Hitchens costuma dizer "No children's behind left" que significa "Nenhum traseiro infantil será poupado"... Nos Estados Unidos e no Brasil a Igreja parece ser a entidade que, caridosamente, financia pedófilos. Com muito amor para dar.

Mais Christopher Hitchens

Se quiser ler de graça o primeiro capítulo do excelente "Deus não é grande - como a religião envenena tudo" em português, basta clicar aqui. Christopher Hitchens faz da clareza de pensamento uma arte. Debatedor feroz, costuma destruir seus debatedores em temas como religião. No livro, Hitchens se pergunta:

Se Deus era o criador de todas as coisas, por que deveríamos “louvá-lo” de forma incessante por fazer o que para ele tinha sido tão natural?

Se Jesus podia curar um cego que tinha conhecido, por que não podia curar a cegueira?

Por que eu deveria continuar a dizer publicamente que era um miserável pecador?

Por que o tema do sexo era considerado tão venenoso?


Sua prosa é fluida e irônica. Hitchens, como seu amigo Salman Rushdie, corre riscos pessoais criticando a instituição da ignorância. Na minha opinião, é um dos grandes heróis do século 21. Se você, depois de ler o primeiro capítulo, tiver vontade de ler mais, compre na Livraria Cultura clicando na capa abaixo. Bom divertimento!





2007-10-20

Caridade não cura a pobreza

Quem é que ainda não percebeu que a caridade não é a cura para a pobreza em Calcutá?

Quem é que não sabe isso? Por que decidimos repentinamente esquecer o que aprendemos ao longo das gerações: que a acaridade é um insulto para os pobres e uma maneira de prolongar a pobreza? Que a Madre Teresa não era uma amiga dos pobres, ela era uma amiga da pobreza? Que só há uma cura para a pobreza e essa é a liberação feminina?

Cura essa que funciona sempre! Contra a qual todas as religiões sempre se opuseram e contra a qual Madre Teresa passou a vida inteira fazendo campanha para assegurar que a miséria, a pobreza, a sujeira, a doença e a ignorância vão continuar de modo que sempre haja mais gente para professar a fé católica.

Christopher Hitchens


A versão em Inglês e o vídeo seguem abaixo. Viva Hitchens! É fantástico saber que ainda há gente que pensa no mundo. A covardia e a submissão a religiões e ideologias são a norma, infelizmente. Se quiserem, mudem a palavra "Calcutá" por "Brasil" e a "Madre Tereza" por "Lula" e o "catolicismo" por "petismo". Perfeito!

Who doesn't know by now that the cure for poverty is not charity in Calcutta?

Who doesn't know that? Why have we suddenly decided to forget what we learnt over the generations: that charity is an insult to the poor and a way of prolonging poverty? That Mother Theresa was not a friend of the poor, she was a friend of poverty? That there is only one cure for poverty, and that is the liberation of women.

Which works every time! Against which all religion has always set its face and against which Mother Theresa spent a lifetime campaigning to insure that misery and poverty and dirt and disease and ignorance will continue so that there would be ever more people to testify to the catholic faith.

Mãe, o pai vai gostar

Mãe, compra este... o papai vai gostar, eu sei!

Ela tinha toda a razão, adorei o livro de Robert Wolke, "O que Einstein disse ao seu cozinheiro". Ele discute os mitos da cozinha com o olhar analítico de um químico e com um fantástico senso de humor. Não há desperdício, o livro é muito bom do início ao fim. As receitas? Bom ainda não tentei nenhuma, mas ler o livro é uma diversão contínua. Para quem quiser comprar, basta clicar na capa do livro abaixo. Quando eu preparar uma receita boa, vocês vão ser os primeiros a saber... Divirtam-se!

2007-10-19

O exército de tarados do Maloqueiro-mór

Mais uma do Lula, em sua incansável batalha para abocanhar mais dinheiro para o PT, destruindo a democracia e o capitalismo, aproximando-se de Cuba e do Gabão. Ao preço de mais de US$100 por tonelada, o prejuízo é de pelo menos 1.6 milhões de dólares em um único dia.

São Paulo, 19 de Outubro de 2007 - Estrada de ferro no Maranhão que transporta 250 mil toneladas/dia de minério foi ocupada. Os trens voltaram a funcionar com restrição de velocidade, mas o prejuízo já estava contabilizado. Ontem, a Vale do Rio Doce ficou sem abastecer sua pelotizadora no Maranhão, que produz 6 milhões de pelotas de ferro por ano. Em um dia, deixou de produzir cerca de 16,4 mil toneladas. Isso porque o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, quarta-feira, a Estrada de Ferro Carajás, que transporta 250 mil toneladas de minério de ferro ao dia .

Após ordem judicial, o governo do estado tirou o MST dos trilhos. Mas disse que não poderia retirar os manifestantes das laterais da estrada, onde se instalaram. Os trens circulam com restrições porque, segundo a Vale, a ocupação das laterais gera riscos. "Vamos permanecer até que nossa pauta de reivindicações seja atendida", disse Ayala Ferreira, coordenadora do MST no Pará.

Página A-8 (Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Wilson Gotardello Filho)


2007-10-18

Cisco

Vocês viram no jornal (veja um vídeo aqui) que a Cisco contrabandeava equipamentos em quantidades monstruosas para o Brasil.

A Cisco é uma gigantesca empresa global que é responsável por uma parcela significativa da infraestrutura de rede de empresas e sistemas de internet. Quando uma rede cai, os prejuízos podem ser de milhões de dólares por minuto. A Cisco mobiliza uma equipe que traz um avião cheio de equipamentos para consertar a rede.

Tem um pequeno probleminha: o Brasil. Toda a agilidade da Cisco é completamente destruída pelo monstruoso e imbecil sistema de comércio exterior brasileiro. O Brasil é tão incompetente nessa área que é impossível exportar bananas devido ao tempo que leva para conseguir a documentação. Veja o artigo "Yes, we have bananas, we just cannot ship them", publicado no New York Times: clicando aqui. Se um país é incapaz de lidar com bananas, o que dizer de equipamento de alta tecnologia, cujo valor cai de maneira vertiginosa à medida que concorrentes lançam versões mais adiantadas?

Para contrastar, vou explicar como funciona em países civilizados, já que a gloriosa nação das favelas zumbi não gosta de se comparar aos países que funcionam.

Exportação: Você pega e manda a mercadoria com um "packing list". A "invoice" ou nota fiscal vai depois, pelo correio. O importador declara o que recebeu e paga os impostos. Se ele tem que pagar o exportador antecipadamente, ele simplesmente manda uma remessa. Declara depois. Só isso.

No Brasil o sistema é tão demorado e monstruosamente complicado, que há um prédio cheio de despachantes em Cumbica, só para lidar com a papelada. Os milhares de boys indo e vindo com montanhas de papel lembram os sonhos dos mais nefastos burocratas. É um espetáculo grotesco, quando eu vi pela primeira vez tive vontade de vomitar. E os brasileiros acham tudo isso normal.

Empresas como a Cisco tem duas opções: ou ficam fora do mercado e sujam seu nome no Brasil fornecendo um serviço porco de segunda categoria ou fazem o que a Cisco fez: trambique. A Cisco não é a única, quanto a isso podem ficar tranquilos.

Mudar o sistema? Jamais. Os comunas do governo acham o atual muito interessante: eles tem o poder de fechar qualquer companhia que tenha qualquer conexão global. Poder de vida ou morte. No mais puro estilo soviético. A glória da nação favelada ficará assim para sempre exaltada nas letras dos samba-enredos.

Vamos ser como o Che...

É de manhã cedo. As crianças de uma escola primária em Cuba recitam a reza do dia: "Vamos ser como o Che".

Fica difícil. O Che era de uma família de classe média na Argentina. Certamente não ganhava os 16 dólares por mês que o governo cubano paga a seus escravos. Sim, porque quem não tem liberdade para sair é escravo.

O regime cubano gosta é de "mentalidade revolucionária", a que fez com que Che matasse seus opositores, executasse aqueles de que suspeitava, e que espalhasse um clima de terror em uma pequena ilha, terror que persiste até hoje, 40 anos após a sua morte. Os pequenos Ches de hoje fazem, como o que morreu, o trabalho mais mesquinho: patrulham os seus amiguinhos, denunciam cada desvio de pensamento, cada olhar torto. Ninguém pode cometer o sacrilégio de criticar Che... ou Fidel, ou simplesmente pensar em criticá-los.

É excelente o artigo da "Economist" sobre o Che. Eu me pergunto porque os jornalistas em geral gostam tanto de endeusar este que, mesmo como revolucionário, era menos que medíocre. Che queria criar "dois, três, muitos Vietnams" na America Latina. Considerando que no Vietnam houve 2 milhões de mortes, fico feliz que ele não conseguiu. Seu chamado às armas e sua exortação à guerrilha entretanto, "levou milhares de idealistas latino-americanos à morte, ajudou a criar ditaduras sangrentas e atrasou a chegada da democracia." Leia o artigo aqui (em inglês).

Em sua biografia de Che, Jorge Castañeda diz que ele media o "sucesso de uma revolução" pela quantidade de refugiados que ela gerava. Quanto mais refugiados, melhor. Só mais um vagabundo usando a tática do "Quanto pior, melhor", utilizada por Stalin, Lenin e Mao e tão familiar para aqueles que conhecem o PT e o maloqueiro-mór da gloriosa nação das favelas zumbi.

Clique na capa abaixo para comprar a biografia de Che:


2007-10-16

Eu, um porco direitista?

Com certeza. As opções do Brasil e os resultados dessas opções só consolidam ainda mais a minha posição. O Mainardi concorda. Ele diz, citando Adam Smith:
A cobiça de um indivíduo pode ser nefasta, mas a soma da cobiça de todos os indivíduos cria um equilíbrio ideal, que propicia o enriquecimento das nações.
Cobiça é um palavrão no Brasil. Mesmo a palavra ambição é considerada um palavrão. É entretanto o motor do desenvolvimento nos países que vão para a frente, com liberdade.

Ouça as considerações direitistas do Diogo Mainardi clicando aqui. Para conhecer melhor Adam Smith, clique aqui. Este pensador inglês morreu em 1790. O Brasil ainda não chegou ao século 18.

Brasil, um país de idiotas

Eu acho que vou desistir desse país. Vou me naturalizar australiano e rasgar o passaporte brasileiro. Por quê? Porque acabo de ver no Estadão que a Assembléia Legislativa de São Paulo promulgou uma lei para obrigar que se cante o "Hino de Interlagos" durante a Fórmula Um. Os vereadores gastaram o dinheiro do contribuinte para apresentar e aprovar a lei 14.722/2007 que obriga que se cante isto: (clique aqui para ouvir). Veja a história completa aqui.

Se os vereadores, que representam a população, votam nessa porcaria e ninguém reclama, não tenho dúvidas. O Brasil é simplesmente um país de idiotas. Só não sei se jogo o meu passaporte na fogueira ou... na privada.

2007-10-13

Ayaan Hirsi Ali

Cada vez que ouço a Ayaan falar fico mais impressionado. Poucas pessoas são capazes de falar com tanto conhecimento sobre o Islam, esse inacreditável e bizarro regime de opressão às mulheres e ao pensamento humano, e de forma tão clara e articulada. Estes vídeos são imperdíveis. Ela é fantástica! Notem a intervenção de Daniel Dennett. Hoje esta mulher está ameaçada de morte por fanáticos do Islam. É nosso dever defendê-la e divulgar seus pontos de vista.

Se não entende inglês, compre o livro de Ayaan traduzido para o português na Livraria Cultura, clicando na capa abaixo:

Stem cell guacamole

When a professor uses public funding for fake research, all alarms should be ringing. This is unfortunately not the case for a man that had already deliberately misled parliament in a video claiming that embryonic stem cells enabled a rat to recover from spinal damage. Read the full story here.

Instead of being punished, this man succeeded in being nominated to be the president of the Californian Institute of Regenerative Medicine, with an estimated US$3 billion in public funds. I wonder what is going to be the next story he's going to tell about how taxpayer's money was spent.

2007-10-09

Coitada da anta...

Fiquei com pena das antas. Tem livro novo na praça, do Diogo Mainardi, para deixar os outros animais da revolução dos bichos em polvorosa, o porco, a lesma, a sanguessuga, a baleia com estrela vermelha na barriga... Clique na capa para comprar na Livraria Cultura:




Certo e errado

As pessoas que foram doutrinadas desde pequenas dentro de uma religião acreditam que elas sabem o que é certo e o que errado porque lhes foi dito pelos livros santos de suas religiões.

O problema é que no meio de preceitos perfeitamente corretos, como "fazei ao próximo o que dele desejais receber", embutem outros como "Usar camisinha é um pecado mortal" Pílula, então... As pessoas menos inteligentes não percebem que isto é um truque, como o truque do Bispo Macedo (agora o meu bispo favorito, já que a outra está presa) de dizer que o pagamento do dízimo (para ele, claro) é imprescindível para a salvação da sua alma.

É triste fazer a contabilidade: apesar que algo melhora com a máxima do "fazei ao próximo..." a igreja certifica-se de que o mundo futuro será muito pior com a superpopulação causada pela proibição da pílula, dos métodos anticoncepcionais, criminalização do aborto. As igrejas sempre conseguem embutir preceitos que as favorecem, que mantém a miséria subjugando seus fiéis, no meio de regras que pessoas razoáveis achariam boas.

Claro que há religiosos bons, como não? O problema é que os há ruins também, e a igreja como instituição é, no balanço, prejudicial ao progresso humano. Não é por acaso que os países mais atrasados são os mais religiosos. Dizem que os EUA são a exceção a essa regra, mas eu digo que nos Estados Unidos os não-religiosos tem uma garantia a mais: a separação da Igreja e do Estado claramente colocada na Constituição mais bem sucedida da história do planeta. São eles que movem o motor do progresso científico da humanidade. É mole?

Há gente boa e gente ruim, tanto nas religiões como fora delas. O problema é que uma pessoa boa dentro de uma religião que proíbe os anticoncepcionais é levada a fazer algo ruim. E não é culpa dela! Alguém fora da religião vê claramente onde está o problema, aceita os preceitos bons e rejeita os ruins. No mundo real, a maior parte dos religiosos procede assim. Por sorte.

Se as religiões não forem controladas tendem a querer colocar em lei comum seus dogmas mais ferrenhos. No Vaticano, hoje em dia, uma mulher que tenha uma gravidez tubária é deixada morrer. Por que? Porque o aborto é proibido, e essa é a única maneira de salvar a vida dessa mulher. Vocês acham isso razoável?

Pior que o Vaticano de hoje é o Islam. O objetivo do Islam é forçar a "lei sharia" ou seja, a lei como ditada pelo Corão. A idéia é proibir todo o mundo de seguir outra religião que não seja o Islam. Interessante, né?

Todos nós sabemos, sem necessidade de qualquer religião que nos explique, o que é certo ou errado. Basta usar a cabeça e discutir os temas. A moral está dentro de nós, é inata. Não foi colocada por Jesus, foi formada por milênios de convívio social.

Aos religiosos resta proibir. Querem proibir o que não podem demonstrar como errado. Assim proibiram o divórcio, proibiram a blasfêmia, proibiram o aborto e proibiriam até a camisinha, se pudessem. Todas essas proibições se devem ao fato de que são incapazes de convencer os fiéis a seguirem dogmas óbviamente prejudiciais.

Uma amiga me disse que o problema é que os padres ficaram com inveja dos cientistas quando notaram que o caminho destes os fez chegar muito mais perto de entender a mente de Deus. Talvez ela tenha razão.

2007-10-08

MST e Vale, tudo a ver

O endeusamento de Che Guevara, aquele que queria ser um tirano mas foi mal sucedido, tem certas conseqüências nefastas. O MST tentou parar a ferrovia que transporta minério da Vale do Rio Doce (veja aqui), mas não conseguiu. Mascaram a "revolucionária" ação como a "luta dos oprimidos contra o capitalismo selvagem" representado pela Vale.

Essas ações são alimentadas por grana do Governo Federal, que nunca antes neste país pagou tanto para bandidos. Eu, se fosse ingênuo, perguntaria: "Afinal o que tem a ver a Vale com os sem-terra?". Como não sou tão ingênuo, a resposta é obvia. O governo paga o MST que por sua vez força a barra para tentar a estatização da Vale. Para quê? Para ter mais grana para o PT mamar. Simples, né?

Limites auto-impostos

Vivemos a nos impor limites, muitos mais do que a sociedade exige de nós. A verdade é que se não nos limitássemos, a vida em sociedade seria impossível. Entretanto, muitos dos limites que nos impomos não fazem sentido, existem como pretexto, estão aí só para mascarar alguma outra razão razão oculta para nosso comportamento.
"Ah não posso viver sem meu licorzinho de genipapo! Não poderia jamais morar em um lugar onde não existisse o meu querido licor de genipapo!"
Hum... este caso é grave. Entretanto ouvimos muitas coisas similares, que soam menos ridículas:
"Não consigo aprender Inglês, não poderia jamais morar fora do Brasil."
Aqui apela-se para uma incapacidade intelectual crônica. Eu acredito que qualquer um é capaz de aprender uma outra língua. Eu me julgava incapaz de falar Inglês, mesmo falando Alemão, Espanhol, Italiano e Português... não será este um caso de um limitação fictícia, auto-infringida?
"Não tem pertence de feijoada? Não tem couve? Mandioca? Não tem feira-livre? Nem pastel de feira? E caldo de cana com leite? Se não tem nada disso, como é que o pessoal se alimenta aí? Como eles vivem? Que horror! Eu heim?"
Bom, aqui os brasileiros estão ofendendo todo o resto da humanidade, insinuando que porque não tem feira livre, um horrendo aglomerado de vendedores porcos que deixam a rua inteira fedendo a peixe, os outros países são menos avançados que o Brasilzão. Eu é que digo: "eu, heim?"

2007-10-07

Terroristas Suicidas: como funcionam

Andy Thomson, um psiquiatra da University of Virginia, fez um estudo sobre os suicidas que se explodem e chegou a interessantes conclusões. Vale a pena assistir, cada bloco tem 20 minutos. Não perca os dois primeiros. Ele investiga o uso do suicídio como arma na história humana e faz inferências baseadas em etologia e seleção natural. Em inglês.