2008-05-08

Sem limites

Acabei de ler um artigo sobre Giordano Bruno, o teólogo inquieto que foi queimado pela inquisição por defender algumas teses que hoje se sabem completamente corretas. O que o leitor acharia de ser preso, torturado e queimado por:

Defender que há muitos sóis (estrelas) e que elas tem sistemas de planetas orbitando ao redor delas?

Defender que a "virgem" Maria não era virgem coisa nenhuma?

Defender que Cristo não tinha nada de divino, não mais do que qualquer outra pessoa?

Claro que eu concordo com essas teses - que hoje são mais do que óbvias - de Giordano Bruno. Por isto ele foi torturado e queimado vivo. Ainda bem que algo melhorou no mundo ocidental: a igreja perdeu poder.

Entretanto pouca gente no Brasil percebe que o mundo está sendo tomado por religiões cuja tara é equivalente à do catolicismo medieval. Os islâmicos com sua obsessão pela violência incitada pelo Corão ilustram bem o que eu quero dizer.

A hipocrisia religiosa não acaba aí. Uma religião que se quer moderna - e que em muitos aspectos o é - defende a mutilação genital de recém-nascidos. Mas tem mais. O país que se quer avançado e secular - Israel - é refém da tara religiosa judaica. Vejam o que diz Sefi Rachlevsky em seu livro "No Limit":

"Imagine que Israel é o único país do mundo onde um judeu não pode se casar com uma pessoa não judia, aqui não temos casamento civil, só religioso", afirma. "Não temos uma Constituição que possa traçar os limites entre o Estado e a religião."

Como diria o Boris Casoy: "Isso é uma vergonha!". Israel fica assim no mesmo baixíssimo nível da Malásia, onde quem se casar com uma muçulmana sem se converter ao Islam é punido com a morte. O germe dos próximos conflitos será a arrogância desses que se pretendem melhores que os outros e ainda por cima tentam forçar um "apartheid" religioso.

A idiotice humana não parece ter limites, como sabiamente disse Einstein.

3 comentários:

Diogo de Oliveira Machado disse...

Esqueça essa história, Israel é um país democrático e livre, nunca ouvi falar de alguém que foi morto por se converter para o Islã, morei lá 5 anos... lá existem milhares de convertidos... acho que vc se confundiu com os países vizinhos... que é exatamente o contrário, se vc se converter do Islã para qualquer religião estará condenado a morte. Se informe melhor pelo amor de Deus!!!

Zappi disse...

Você está correto, Diogo.

Entretanto os religiosos têm demasiado poder em Israel. Eles não penalizam a mundaça para outra religião porque não a reconhecem. Para eles, um judeu é sempre judeu, desde o nascimento até a morte. Não matam quem muda de religião porque não acreditam que ele tenha mudado.

É pior: para um judeu, o filho de mãe judia é judeu, faça o que fizer. Isso é ou não é tirania religiosa? Não é violenta como a islâmica porque estão, como os católicos, acuados pela civilização secular. Mas não convém facilitar a vida desses religiosos.

Agora, quem deve se informar é você. É verdade que em Israel só existe casamento religioso. Tem sentido, em pleno século 21? Não é um sinal inequívoco de atraso?

Anônimo disse...

Primeiramente, a religião judaica não "mutila" orgãos genitais de recém-nascidos, pois como já foi constatado científicamente essa pele que é tirada pode trazer muitas doenças venérias. Em segundo lugar, um judeu não pode casar com uma não judia, pelo fato de que o judaismo é passado pela mãe, portanto, os judeus tem que casar com judias para poder dar continuidade ao povo. Em terceiro lugar o Boris Casoy não diria: isso é uma vergonha, pois ele não falaria isso do próprio povo, sendo ele um judeu. E como já foi dito em cima, se informe antes de escrever coisas que possam "agredir" certas pessoas.