2010-03-10

Matéria: uma estranha repetição


De todas as estranhas descobertas da Ciência, há uma que me parece de uma estranheza atípica. Tudo o que conhecemos é feito de pequenas partículas chamadas átomos. E os átomos de cada elemento são iguais uns aos outros.


Quão iguais? Completamente iguais. Absolutamente iguais. Ninguém jamais conseguiu detectar uma diferença entre eles.


Um elemento puro é portanto um monstruoso repeteco de partículas exatamente idênticas, em quantidades completamente impossíveis de se imaginar. Um minúsculo cubinho de 1 milímetro de lado contendo hidrogênio puro é composto de 49 mil milhões de milhões de átomos ou 49.000.000.000.000.000! Agora vem o pior: todos absolutamente iguaizinhos. 


Dois átomos do mesmo elemento são tão idênticos que nunca foi possível detectar qualquer diferença entre eles. É como se fossem o mesmo. Se dois átomos trocarem de lugar, nunca saberemos qual é qual. E há tantos!


Não são coisas simples, os átomos. Mesmo o mais simples, o de hidrogênio, é uma máquininha extremamente complicada. Mas uma coisa é certa, é idêntica e funciona exatamente do mesmo jeito do que o átomo vizinho. E o outro. E o outro... Sabemos até que os átomos de hidrogênio que compõe estrelas de distantes galáxias também são idênticos aos que temos por aqui.


A pergunta que faço é: Por que são tão iguais? Esta é uma das muitas perguntas cuja resposta ninguém sabe.


7 comentários:

250971 disse...

Caro Zappi,
Bem-vindo de volta depois deste virtual silêncio em 2010.
Abraços
Claudio Janowitzer
Rio de Janeiro

pait disse...

Adivinhando que você ia escrever isso, ontem comprei um kit de modelos moleculares para minhas filhas na Livraria da Física. Agora vou pesquisar o que a professora do seu amigo barbudo acha sobre a filosofia das moléculas :-)

Zappi disse...

Pait: A professora de meu amigo barbudo? What do you mean?

Claudio: um abraço para você também!

Eduardo Bernasconi disse...

Eu também não sei por que são iguais, mas suspeito que a ciência se aproveitou muito desta propriedade até agora. Fico imaginando como seria complicado entender o comportamento da matéria se houvesse átomos diferentes de cada elemento.
Será que Paulitri Zappideleev pensando nesta possibilidade deixaria mais espaços vazios em sua tabela?

Zappi disse...

Eduardo:
É uma estranha simplificação essa dos átomos idênticos. Poderiam ser diferentes, mas não são. E que dizer de algo perfeitamente idêntico a outra coisa? Estranho, muito estranho!

Giuliano disse...

Sei lá se eu vou quebrar o clima do blog comentado, que é bastante interessante. Mas os átomos são iguais por dois motivos bastante simples:

1) São sujeitos às exatas mesmas leis físicas da natureza.
2) São compostos também de partículas elementares idênticas (elétrons, etc).

Cada um, um universo à parte, mas idênticos entre si no seu comportamento. Fantástico!

Zappi disse...

Giuliano, obrigado pela contribuição!

Sim, eu sei que as partículas elementares são idênticas - o que em si consitui o mesmo problema que eu citei: porquê são idênticas? Por quê cada elétron pesa exatamente a mesma coisa - aparentemente com uma precisão melhor que uma parte em 100 milhões?

Por quê os átomos, eletrons e prótons são sempre iguais, tão monstruosamente iguais?