2006-10-08

Um jornalista nada isento

Esses caras que se dizem isentos... Eu não me importo se um jornalista se diz petista e comenta. O que não suporto é um que se diz isento, mas é petista. O Noblat entra nessa categoria. Olhem o que ele escreve em seu blog durante o debate:


08/10/2006 ¦ 21:28

DEBATE - Falta de aviso

Alguém precisa avisar a Lula que a câmera o mostra quando Alckmin pergunta. Quando ouve, Lula faz caras e bocas e traí sua irritação.


Continua respondendo de olho em Alckmin quando deveria responder de olho em quem está em casa.
Enviada por: Ricardo Noblat


Se ele fosse isento, estaria adorando poder ver a cara do Lula traindo sua irritação por ter que inventar mentiras porque não deu para decorar tantas... Adoraria que todo mundo visse o Lula real, o Lula irritado, o Lula nojento.

O Noblat que vá dar aulas para o seu queridinho Lula. E que exija uma prova da origem do dinheiro com que for pago...

Mais livros...

Existem alguns livros que eu considero que todo mundo deveria ler. Um dos mais importantes para mim é "1984" de George Orwell. Ele explica as técnicas tão utilizadas pelo PT de mudar de inimigo, converter inimigos em amigos e trair todo mundo com punhaladas nas costas. Explica também porque o PT é tão interessado em monitorar blogs e limitar ao máximo qualquer expressão que contrarie seus princípios, que por sinal são muito fluidos. Clique na capa para receber hoje mesmo, se você mora em uma capital do Brasil. É leitura obrigatória também porque os estrategistas do PT usam os métodos básicos aí definidos. Um outro que deveria ser lido por todo o mundo é "Revolução dos Bichos". Este não parece ter sido lido por nenhum petista: a subida ao poder e lambuzamento do partido no poder estão descritos aí como em nenhum outro relato. Lembrem-se de que Orwell morreu há meio século! Não tinha como ter conhecido o PT, mas conheceu os seus genitores... Vejam a capa do Animal Farm à esquerda: um porco e a estrela vermelha. Ilustra lindamente o Brasil de hoje.

Se alguém tiver interesse em algo mais leve, para não ter que pensar nas melecas que os petralhas estão aprontando, que tal ficção científica? Quase todo mundo assistiu ao filme "2001" de Stanley Kubrick. Ao mesmo tempo, quase ninguém leu "2001" de Arthur C. Clarke. O problema é que o filme não faz sentido algum sem que se tenha lido o livro. Todos as cenas psicodélicas do filme estão claramente explicadas no livro, que constitui uma história lúcida e visionária. Eu recomendo ler, e depois assistir ao filme novamente.

Os mais vendidos


Hoje faço uma lista com os livros mais vendidos aqui no strangemansparadise:

O Senhor Esta Brincando, Sr. Feynman?
Contra o Consenso
The Theory and Practice of Econometrics
Japanese Sentence Patterns for Effective Communication
Tenis de Mesa
Manual de Autocura

Concordo, não é a lista da Veja, mas já é um começo... Cadastrei-me como parceiro da Livraria Cultura e recebo comissão pelos livros comprados através do meu blog. Já sei, já sei, os esquerdisto-petistas de plantão gritarão: Seu porco capitalista!

Para me defender dessas acusações infundadas, disponho-me a abrir meu sigilo bancário, garantido pela Constituição. Informo com uma ponta de orgulho o que recebi em Setembro:

Quantidade de livros vendidos: 6 títulos
Total das vendas: R$ 442,86
Comissão de 4%: R$ 17,71


Vou tornar a explicar, para que fique bem claro: ganhei quase R$18 (dezoito reais) com vendas de livros neste blog. Menos que a bolsa miséria do Governo Federal. A origem deste dinheiro é clara, entretanto. Quero saber como o PT consegue tantos milhões e milhões de reais para transações espúrias. Sei que não foi recomendando livros...

Aos outros blogueiros: vale a pena se tornar parceiro da Cultura. É uma maneira rápida de recomendar os livros que vocês leram e gostaram, e ainda ganhar algum. Se o dinheiro não é muito, o fato de estar levando um novo livro para alguém já vale a pena.

Recomendarei hoje um livro que marcou a minha infância. Escondido na pele de Mafalda, o cartunista argentino Quino publicou estas tirinhas durante uma das ditaduras mais violentas da América Latina. Ninguém quis silenciar a Mafalda. Dá também um excelente presente (em Português):



Vou contar um segredinho que a maior parte no Brasil não parece entender. Se você clicar no link vai estimular a economia. Se você divulgar livros vai divulgar conhecimento, estimular o pensar e a economia melhorará ainda mais. Isso não tornará você um capitalista porco. Ajudará talvez a diminuir o burro-petismo. O Brasil agradecerá.

2006-10-07

O dinheiro sujo da turma do Lula



Encontrei no Blog do Reinaldo Azevedo esta notinha... A origem da grana suja do PT está por aparecer:


O rastro do dinheiro do dossiê fajuto

O rastro da dinheirama que iria pagar o dossiê fajuto leva às portas de dois tubarões do empresariado brasileiro. Um do setor primário. E outro mais conhecido por suas atividades no setor secundário. Com um pouco de pensamento se chega lá. Basta que se investiguem as, como vou chamar?, afinidades eletivas. Um tira onda de civilizado, mas é conhecido no meio por seus métodos, digamos, um tanto truculentos de negociar. O outro é dono de uma extensíssima folha corrida. E, pois, não menos bruto.

2006-10-05

No Brasil não há democracia

Lamento informar, mas no Brasil não existe democracia. Por quê? Porque não há separação dos poderes e não funciona o Estado de Direito. Para quem não sabe, "Estado de Direito" significa que nenhum indivíduo, presidente ou cidadão comum, está acima da lei.

Vou dar um pequeno exemplo: se um décimo do que foi publicado nos jornais brasileiros sobre o PT é verdade, o PT teria que ter sido dissolvido e o Lula teria que ter sido destituído do governo. O fato de o judiciário não ter agido faz com que toda a corrupção ocorrida neste governo tenha um impacto equivalente a histórias da carochinha publicadas em todos os jornais.

Outro exemplo: quem é que nunca ouviu que o Maluf roubou dinheiro público? Quantas vezes isso foi publicado nos jornais da Banânia? Tudo isso não gerou nenhum resultado prático: o Maluf é eleito deputado e goza de imunidade parlamentar. Mais uma demonstração de que nesse país não existe democracia. Tudo o que foi publicado sobre o Maluf perde o efeito: a lei não age.

A democracia brasileira só funcionaria se todos os brasileiros fossem honestos. Aí sim, por uma questão ética ninguém infringiria as leis. É um pouco como o comunismo: só funcionaria se o mundo fosse composto de anjos.

Só para ilustrar melhor, vamos supor que o presidente seja um ser racional. Imaginem que ele considera suas opções racionalmente, considerando os riscos e benefícios de cada uma. Notem que eu não estou incluindo moral ou ética nesta equação. Pois bem: imaginem que ele tem como beneficiar seu filho, um incompetente, mexendo os pauzinhos para ele receber dinheiro por algo que não fez. Sendo racional ele vai pesar os riscos e os benefícios de suas ações. O risco é ser preso, perder o mandato, ter seus direitos políticos cassados por tráfico de influência, ser deportado do país. Os benefícios? Embolsar uma bolada de alguns milhões.

Como ser racional que é, o nosso (hipotético?) presidente vai calcular a probabilidade de ser penalizado. No Brasil de hoje? Aproximadamente 1 em 1000. Para isso ele tem até um plano de fuga: sua mulher tem cidadania italiana. Os benefícios são certeiros. Óbviamente um bom negócio. Não há dúvida sobre qual a opção que ele vai seguir, não é mesmo?

Fico até com pena de alguns poucos bem intencionados. Há uma ONG que procura diminuir a corrupção no Brasil. O que eles propõe? Complexos mecanismos de verificação e checagem de gastos públicos que permitem a qualquer cidadão verificar as contas do governo. Para quê? Se ninguém for penalizado os criminosos podem até publicar os seus roubos na primeira página de todos os jornais. Tudo em vão. É o que está acontecendo hoje.

O Brasil não vai melhorar: os fatos comprovam. Às vezes pegam alguém para cristo. O famoso Lalau, por exemplo, é só um bode expiatório. Se aumentássemos as probabilidades de colocar os ladrões atrás das grades, a corrupção diminuiria rápidamente.

O brasileiro, com sua incapacidade crônica de entender o óbvio, continua a me surpreender todos os dias.

Continua aqui.

2006-10-04

Como (não) melhorar o Brasil

Sempre achei que dinheiro não se pode dar assim, sem nada em contrapartida. Nos Estados Unidos, o governo dá uma mesada para populações indígenas. Em alguns casos esse dinheiro é bem aplicado. Infelizmente, na maior parte das vezes é gasto em bebida. Lembro de um boteco sujo no meio do deserto na Califórnia. Perguntei aos donos de que eles viviam. A resposta veio certeira: no dia que os índios cobravam sua mesada eles iam para lá gastar tudo em bebida. No resto do mês esse boteco não faturava nada.

Não quero comparar os índios americanos aos nordestinos pobres brasileiros. O fato é que receber uma 'mesada' sem contrapartidas não pode ser positivo a médio prazo. É dar o peixe sem ensinar a pescar. No caso do PT é suborno, pura e simplesmente, para votar no grande líder garanhúnico. É o PT corrompendo diretamente milhões de brasileiros. É mais um crime contra o futuro do Brasil.

Não sou contra aumentar a renda dessa pobre gente. Entretanto, esse dinheiro pode e deve ser utilizado de maneira a melhorar a economia e o nível humano. Uma sugestão simples: em vez de simplesmente dar o dinheiro, por que não pagar só a quem fizer um exame? Sim, uma provinha de conhecimentos básicos. Nada muito complicado, leitura, aritmética básica, essas coisas. Obrigaria as pessoas a estudar para receber a "mesada". O estigma de receber esmola desapareceria e, no seu lugar, uma sensação de missão cumprida, satisfação pessoal. Até imagino a solidariedade dos vizinhos, ajudando um ao outro para garantir que todos passem na provinha. Algumas questões sobre planejamento familiar seriam bem vindas. O Brasil agradecerá, com certeza.


Foto: Economist - Clique na foto para ler a reportagem


2006-10-03

Tem gente que acha que pode tudo...


De vez em quando nos deparamos com pessoas que acham que podem dizer e fazer o que der na telha. Desse jeito mesmo, sem levar em consideração a lógica ou os fatos. Simplesmente dizem uma coisa e depois se contradizem, na cara dura. Quem ouve fica se perguntando qual a opinião real desse cujo caráter flutua como as algas marinhas sob as ondas.

Consideram talvez a flexibilidade uma virtude? A adaptabilidade um bem? Acreditam que podem confundir e ludibriar à vontade? Alguns até se auto-denominam "sobreviventes". A mentira faz parte da sua lógica tergiversada, de sua estrutura mental.

Já sabem de quem falo? Pois sim, há muitos exemplos. Ora pende para um lado, ora oscila para o outro. Caráter? Algo inútil, não serve... ele acha que o consideram "isento". Não é. Ele sabe a quem defende e faz de tudo para confundir. Não respeita ninguém, na verdade está rindo de todos.

Este tipo de pessoa costuma vir de baixo e vai galgando espaço através da mentira: a mais conveniente para cada momento. Não há problema. Quando são descobertos, costumam voltar para o lugar de onde vieram.

2006-10-02

Parabéns


Gostaria de dar os parabéns a todos os que batalharam para desqualificar os cleptopetistas. O Estadão deste domingo (1/OUT/2006) publicou um excelente editorial (clique aqui).

Quero só dizer que tudo isto não é suficiente. Lembrem-se que o Lula ainda não perdeu. A situação é ainda pior: o Lula quase foi eleito em primeiro turno. O Congresso continua não sendo flor que se cheire. Há muito por fazer. A prioridade agora é tirar a corja petista do Planalto.

Os petistas vivem falando mal de Fernando Henrique. Eles criticam especialmente as privatizações. Sabem onde estaríamos agora sem a privatização das Teles? Vocês tem uma idéia do bando de parasitas que a Telesp e Telebrás alimentaram devido à própria ineficiência e usando dinheiro público? Se o governo tivesse pago para que alguém assumisse estes monstros, ainda assim o Brasil estaria lucrando. Leia Tristes memórias de um País sem telefones. Ainda lembro de tudo isso. É bom ter argumentos contra os petralhas, que estão com um discurso cada vez mais insidioso.

A respeito de lei e corruptos, o Bira deu uma dica interessante neste post: (clique aqui). Vale a pena ler.

A Luta continua. Queremos os corruptos presos.

2006-10-01

Estadão - Editorial


Publicado no dia 01/Outubro/2006
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Dever cívico

As eleições de hoje são o ponto culminante da mais longa campanha eleitoral de que se tem notícia no Brasil. Desde 1º de janeiro de 2003, quando assumiu a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva não deixou, um dia sequer, de se dedicar à campanha para a reeleição. Tudo o que fez, durante seu governo - a começar pelos discursos de cada dia -, teve como objetivo esticar o mandato por mais quatro anos - seus companheiros de copa e cozinha ainda alimentam planos para ficar pelo menos 20 anos no poder. O preço dessa ambição tem sido caríssimo para o Brasil.

Nestes quatro anos, não houve Poder que ficasse imune ao processo de desmoralização das instituições levado a cabo pelos companheiros que Lula colocou em postos-chave para executar o plano de conquista e manutenção do poder. O achincalhe chegou à ante-sala do presidente, no Palácio do Planalto, tomou de assalto Ministérios, invadiu o Congresso e respingou no Judiciário. A tudo isso o presidente Lula assistiu, impassível. Quando muito, classificou os crimes capitulados em lei, cometidos por mensaleiros, sanguessugas e gente da mesma laia, como “erros”, pequenos percalços corrigidos com um puxão de orelha.

À lassidão moral que tomou conta das instituições somou-se o entorpecimento das consciências. Embora o presidente Lula seja, de fato, o maior comunicador de massas que já surgiu na política nacional, por si só essa qualidade não bastaria para mesmerizar a maioria dos eleitores, a ponto de cegá-los para os escândalos, a corrupção e o mau desempenho administrativo do governo petista. O que, decisivamente, consolidou e ampliou a popularidade de Lula, conquistada pelos bons resultados da política monetária em termos de controle da inflação e da política de assistência social, foram as “bondades” praticadas com largueza com o dinheiro público - sendo o melhor exemplo disso o próprio Bolsa-Família, que triplicou neste ano eleitoral o número de beneficiários.

Esses fatos marcam a diferença entre o pleito de hoje e as circunstâncias que cercaram as eleições de quatro anos atrás. Em 2002, o presidente Fernando Henrique comportou-se como um magistrado - o que Lula, então, teve de reconhecer. Não transigiu com a austeridade fiscal e administrativa que era a sua marca desde que implantou o Plano Real, como ministro da Fazenda. Não colocou nem permitiu que se colocasse a máquina administrativa a serviço dos candidatos de seu partido. Enfim, deu à democracia brasileira um vigor e uma profundidade sem precedentes. O resultado foi o nivelamento das oportunidades eleitorais, o que permitiu que o eleitorado - que ansiava por mudanças, desde que feitas no quadro da estabilidade - se voltasse para a candidatura de Lula, que meses antes da eleição havia abandonado o programa radical do PT, comprometendo-se com a continuidade da austeridade fiscal e monetária.

Quatro anos passados, do aperfeiçoamento das instituições, das reformas estruturais, da modernização do Estado para colocá-lo a serviço da população, e não de um grupelho que dele se serve, disso tudo só restam, quando muito, alguns resquícios. Os vícios político-eleitorais, que se acreditava expungidos da vida pública, voltaram revigorados.

É contra esse estado de coisas que os brasileiros devem reagir - hoje, nas urnas.

Nas últimas semanas, sempre que surge um fato política e moralmente desabonador para o candidato à reeleição e seus “meninos aloprados” - e tais fatos abundam -, eles, Lula à frente, têm denunciado que está em marcha um plano golpista para negar-lhe um segundo mandato. Inebriado pela sua popularidade, o presidente age como se tivesse direito divino a um outro período de governo. Nem ele tem esse direito nem há golpismo no ar - a não ser na nem um pouco ingênua imaginação dos estrategistas do projeto de poder do PT.

O presidente Lula, cuja eleição de quatro anos atrás foi um sopro de esperança de renovação da vida política nacional, hoje é, por ação e omissão, o grande responsável pela desmoralização do Congresso, pela politização da máquina administrativa e pela crescente repulsa da sociedade pela atividade política.

É contra isso que é preciso resistir. Ao contrário do que afirma o presidente Lula, para justificar a bandalheira de seus “meninos”, nem todos os políticos são iguais e nem todos os partidos são semelhantes. Hoje é dia de o eleitor consciente exigir a volta da ética na política e da probidade na administração.