2006-12-29

Lula é o dono

Fazia tempo que eu não abria os jornais da Banânia. O chato é encontrar isso que o Estadão humilde e timidamente chama de "duplo sentido" em faixas na cidadeca chamada Brasília.

Duplo sentido nada. O Lula é o dono do Brasil e de todos os pobres que lá vivem. E eu falo de todos os tipos de pobreza, principalmente a pobreza mental. Essa é bem abundante na Banânia.

Vamos todos orar, pedir a Deus que dê sabedoria ao dono do Brasil. Vocês não ficam com vergonha não?

2006-12-25

Religião - porque não - 2

Assistam à palestra de Sam Harris, que começa aos 9 minutos e 20 segundos do vídeo abaixo. Ele explica claramente porque a moralidade atual não pode ser baseada em nenhuma religião assim como lança pontos que religiosos considerariam extremamente ofensivos. Em certo momento ele diz que um embrião de 3 dias é um aglomerado de 120 células e que o cérebro de uma mosca tem 100.000 células. Ele diz que se estamos preocupados com sofrimento neste universo, deveriamos estar mais preocupados com o sofrimento de uma mosca que com o sofrimento do embrião que nem um sistema nervoso possui. Provocante e genial! Vejam:



Religião - porque não

Há uma diferença fundamental na maneira de ver o mundo entre a religião e a ciência. A religião parte do que gostaríamos que fosse e inventa um mundo com essas características. A ciência trata de observar o mundo honestamente e, a partir daí, modificá-lo.

É claro que a filosofia científica é mais dura de engolir: há muita miséria e desgraça no mundo e não há motivo para supor que cada pobre-diabo encontrará uma vida eterna de prazeres após a morte. A maneira científica de ver o mundo duvida de tudo, baseia-se no que vê, engaja-se em uma busca entusiasmada para entender o desconhecido.

Os religiosos não: eles idealizam o mundo atual e inventam conceitos como a reunião com entes queridos após a morte. Tudo fica mais fácil, não é mesmo? Não é preciso nem entender o mundo. As suas 'teorias' religiosas são suficientes.

No Brasil há muita gente que duvida dos cientistas e acredita nos religiosos. É necessário ter tido muita lavagem cerebral para chegar a esse estado. Por quê?

A pesquisa científica nos deu os antibióticos. O número de vidas salvas por esta única invenção encontra-se provavelmente na casa dos bilhões. Essa é talvez a invenção científica que mais salvou vidas.

A religião nos deu as guerras religiosas. Estas continuam até hoje e acredita-se que um confronto entre os da cruz e os do maomé será inevitável e sangrento. Milhões de pessoas ainda morrerão.

A forma científica de ver o mundo deu-nos conforto. Os avanços da medicina aumentaram a expectativa de vida. A tomografia, a geladeira, o ar-condicionado, a energia elétrica, aviões voando a mil quilômetros por hora. Quem realmente espera um fantástico paraíso após a morte não deveria se importar com estes confortos mundanos, mas eu me importo. Os religiosos, por via das dúvidas também usufruem, não é mesmo?

Os religiosos nos deram os tabus sexuais. É incalculável o número de pessoas cuja vida foi transformada em uma desgraça pelo simples desconhecimento do que acontecia com seus corpos.

Mais desgraça -> mais fiéis -> mais dinheiro.

Os religiosos são fãs dessa equação, incrementando a desgraça de todas as formas possíveis.


A ciência só prospera com a liberdade. Liberdade em todas as suas formas, liberdade de expressão, pensamento e raciocínio. Discussão livre sobre todos os assuntos.

A religião só funciona em parceria com a ignorância e a repressão. Não resiste à mínima exposição ao pensamento crítico. Efetivamente batalha dia e noite para a supressão do raciocínio lógico de modo que seus ensinamentos não sejam questionados. De que outra forma alguém poderia acreditar em idéias completamente irracionais como por exemplo o "espírito santo"? O religioso é como um cavalo com tapa-olhos. Irá cegamente para onde as rédeas puxarem. Não é por acaso que os países mais religiosos são os mais atrasados.

O método científico nos deu os anticoncepcionais. Milhões de famílias sairam da miséria porque puderam manter baixo o número de filhos, educá-los, fazê-los crescer intelectualmente e financeiramente.

A igreja nos trouxe a miséria dogmática: todas as religiões proíbem o controle da natalidade. Por que? Para que a cada geração haja mais miseráveis, mais pessoas em situação difícil, mais pobres que se satisfaçam com umas esmolinhas. A igreja sempre trabalhou para um mundo pior.

A ciência forneceu os mais fantásticos meios de comunicação instantâneos ao redor do mundo. Rádio, televisão, satélites, celulares, internet, blogs.

A igreja nos deu o atraso na forma dos oligofrênicos que ficam lendo e recitando o torá ou bíblia ou corão até o cérebro parar.

A ciência respeita todas as pessoas, inclusive os religiosos.

A igreja ataca homossexuais, mulheres, cientistas. Demorou 400 anos para admitir um 'errinho' na condenação de Galileu à prisão perpétua por dizer que a terra não está no centro do universo. Queimou milhares de pessoas na fogueira pelo 'crime' de pensar. Inventou a polícia religiosa e a tortura religiosa, formas de repressão que fazem as ditaduras do século XX palidecerem em comparação.

A igreja e os religiosos reúnem os seres intelectualmente mais covardes que existem no planeta. Usam o medo e o terror para impingir crenças estúpidas a criancinhas indefesas. Matam e difundem a estupidez. A mentira é sua forma de pensar, a tortura é a sua forma de agir. Sempre contra indefesos.

A ciência nos deu os único heróis dignos de nota: pessoas corajosas que foram contra todo mundo ao seu redor para defender o que reconheciam como certo. Pessoas incapazes de mentir, divulgando e ampliando o conhecimento humano, expandindo a nossa inteligência, sem preconceitos e sem discriminação.

Igreja é covardia, fraqueza e mentira.

Ciência é coragem, força e verdade.

É incrível que alguém ainda defenda os religiosos. Se insistirem nessa defesa, que pelo menos estejam plenamente informados de que estão a defender monstros e covardes, estão a defender o atraso da humanidade e a morte.

2006-12-23

Agora, falemos de gente que presta

Cada vez que eu falo de alguma personalidade deplorável, como falei do padre Marcelo, bispa Sônia e Lula no último post, sinto culpa. Para compensar vou falar hoje de gente de valor, não quero ficar bombardeando meus leitores com tanto lixo...

Hoje vou falar sobre uma descoberta feita em 1896 que mudou os rumos das ciências e forneceu inesperadas ferramentas para entender mistérios profundos. Antes desse ano não era possível saber o que fornecia a energia necessária para o sol brilhar, não havia como explicar, existiam muitas teorias, todas erradas ou incompletas.

Conto a história. Um ano antes, em 1895, meio por acaso, Wilhelm Roentgen havia descoberto um tipo de luz muito especial que atravessava o corpo humano. Esta descoberta mudou para sempre a medicina, culminando na moderna tomografia. A excitação da comunidade científica ante esta descoberta maravilhosa aguçou a imaginação de todos os cientistas do mundo que procuravam outras fontes para os misteriosos raios "X".

Trabalhando em seu laboratório, Rutherford fazia uma experiência para verificar se as substâncias fluorescentes e fosforescentes tinham a capacidade de gerar raios X além de luz visível. Para quem não sabe, fosforescência é a capacidade que certas substâncias tem de emitir luz após ser expostas a uma fonte de luz forte. Assim os interruptores com tintas fosforescentes continuam a brilhar no escuro para que os possamos achar no meio da noite. Bom, Rutherford estava testando essas substâncias, expondo-as à luz do sol e depois colocando-as sobre uma placa fotográfica coberta com papel preto. A fotografia também era uma tecnologia nova, e sabia-se que os raios X eram capazes de atravessar papel opaco, impressionando os filmes.

Quis a sorte que uma das substâncias que Rutherford estava testando fosse um minério de urânio. No dia em que queria realizar o experimento, acabou por desistir após constatar que estava nublado. Guardou o minério em uma gaveta, apoiado sobre o envelope com filme e deixou-o ali por um tempo.

Passadas algumas semanas, Rutherford revelou a placa, mas não esperava ver nada nela. Ficou espantado quando viu que o filme estava impressionado com uma misteriosa aura que parecia emanar da pedra de minério. Repetiu a experiência com e sem luz... sempre acontecia a mesma coisa.

Alguma energia estava sendo liberada continuamente pelo minério de urânio: fora descoberta a radioatividade, um fenômeno natural que era totalmente desconhecido até então. Esta descoberta gerou uma revolução nas ciências, o seu estudo permitiu explicar a fonte de energia do sol, permitiu o desenvolvimento de marcadores radioativos que ajudaram a desvendar mistérios dos processos bioquímicos, possibilitou datar objetos antigos e até a calcular a idade da terra e de fósseis com bastante precisão.

A partir dessa momento fatídico em 1896, muito trabalho foi feito. A descoberta do elemento químico radioativo Radium pela cientista francesa Mme Curie gerou ainda mais entusiasmo: havia agora uma substância radioativa centenas de milhares de vezes mais poderosa que o minério de urânio original de Rutherford. A história destas conquistas é magistralmente narrada no livro "The interpretation of Radium" de Fr. Soddy.

Encontrei-me com o livro por acaso, tinha sido comprado por meu avô em uma edição traduzida para o francês de 1926. É apaixonante lê-lo. Soddy sabe que está fazendo parte de uma revolução no conhecimento humano, descreve os pormenores de experimentos e as conseqüências incríveis de alguns resultados. A descoberta da radioatividade foi mais uma impressionante evidência a favor da teoria atômica, permitindo testar aspectos desta antes totalmente desconhecidos. Se quiserem passear pelo início do século vinte, junto com alguém que conheceu todas as personalidades mais marcantes da ciência nessa época, comprem o livro clicando aqui ou na capa do livro abaixo. Foram pessoas de verdade, não hipócritas mentirosos e aproveitadores. Satisfação garantida!



Um outro livro que conta a história de maneira muito didática é "Our friend the Atom". Apesar de parecer um livro infantil, não é. As ilustrações são de Walt Disney mas o texto é científicamente correto. Este livro é um primor da divulgação de ciência, muito mais fácil de ler do que o livro de Soddy e pode ser comprado clicando na capa abaixo. Eu até recomendaria a leitura deste antes do de Soddy.




2006-12-20

Oração natalina

Ah, Natal! Época de renovação e esperança. Símbolo de uma nova vida, do entendimento entre os seres humanos. Inspirado e contagiado pelo espírito natalino, decidi juntar-me a vocês para orar. Oremos, pois, oremos juntos.

"Deus todo-poderoso, fazei com que as pessoas não se esqueçam de usar o cérebro antes de fazer ou dizer algo. Oremos.... Amém"

"Deus, todo-poderoso que estais no céu, fazei com que as pessoas divulguem que fé é só outro nome para ignorância cega, tirai das pessoas a imbecilidade e substituí pela razão, mãe da tolerância e filha do divino... oremos... Amém."

"Deus, não castigai pecadores, fazei com que as pessoas os castiguem deixando de ouvi-los, fazei com que isolem sementes da ignorância como o padre Marcelo, a bispa Sonia e o Lula. Se roubaram, fazei com que as pessoas raciocinem e os coloquem no xadrez. Se mentiram, deixai que as pessoas exponham as mentiras e ridicularizem livremente os mentirosos e enganadores... oremos... Amém."

"Deus, querido Deus do céu, pai de todos nós, fazei com que as pessoas protejam a sabedoria e ataquem a ignorância. Fazei com que as pessoas ensinem e aprendam, fazei com que pensem e discutam livremente, sem limites e sem barreiras. Fazei com que se burlem dos preguiçosos e dos ignorantes para que estes corrijam os seus comportamentos. Mostrai a todos os seres humanos que a vida é aqui e agora... oremos... Amém."

"Deus, amado pai do céu, protegei blasfemos e hereges, pois eles trazem a semente da sabedoria e atacam a estupidez dos religiosos. Oremos... Amém."

"Deus, criador de todas as coisas e pessoas, fazei com que cada um perceba que dinheiro é para ser gasto e usufruido em bens materiais e em educação, assim como investimentos para o bem estar futuro. Impedí que as pessoas joguem seu dinheiro fora com curandeiros, jesuítas, padres, bispos, teólogos e outras categorias que os protegem e defendem a ignorância sem fronteiras e constroem templos à estupidez."

"Deus, querido Deus maior que todas as coisas, não mostrai nenhuma prova de Vossa divina existência, como nunca fizestes, para que as pessoas deixem de rezar e comecem a pensar em si mesmos e nos seus, comecem a agir em vez de esperar algo cair do céu... Oremos... Amém."

"Deus, magnífica criatura entre os magníficos, fantástico entre os fantásticos, não ajudai ninguém que não ajude a si mesmo.... Oremos... Amém."

"Enfim, Deus, continuai a fazer o que sempre fizestes, ou seja, nada. Um dia, após muita destruição e morte, a ignorância da religião acabará por ser suplantada pela sabedoria da razão e as pessoas saberão que os próprios atos são causa da própria miséria ou riqueza... Oremos... Amém."

Divulguem essa oração, mandando a pelo menos oito pessoas em 24 horas. Deus insinuou-me que quem não divulgar esta novena pode sofrer sérias desgraças. Soube de um religioso que torceu o pé. Outro teve um braço decepado pelo helicóptero que usava para chegar aos fiéis. Não tenho idéia das desgraças que Deus está reservando a quem interromper esta corrente.

Um felicíssimo Natal para todos!!!

2006-12-19

A cura

O Australopitechus religiosus do último post (clique aqui) não existe. O que me intriga é por que esse post causa tanto mal-estar.

Quem é que se sente mal quando lê um post como esse? Qualquer um que identifique minimamente seu próprio comportamento com o desse estranho animal. Não há dúvida que as pessoas percebem, no íntimo, que todas as manifestações das religiões são falsas. Até os religiosos o admitem, quando dizem que a "Fé é uma virtude".

Há um pequeno problema nesse conceito. A verdadeira tradução de "Fé é virtude" é "Acreditar em qualquer mentira que eu diga, por mais idiota que seja, faz de você uma boa pessoa.". É mesmo?

As igrejas sabem muito bem que as religiões não se sustentam à mínima argumentação lógica. Por este motivo, matavam quem tentasse dissuadir os fiéis. Sim, torturavam e matavam. Não só mantinham uma polícia religiosa como definiram um 'crime' chamado 'blasfêmia' que consistia basicamente em pensar racionalmente. Se é necessário impedir a todo custo que as pessoas pensem, deve haver um motivo muito sinistro para essa estranha atitude. Se você procurar na "enciclopédia católica" na versão em inglês (aqui) verá que menciona até as punições cabíveis, como a morte por apedrejamento, para o tal 'crime' que consiste simplesmente em pensar.

Tente entrar em uma dessas igrejas por aí e dizer às pessoas a verdade, ou seja, que nunca existiu um papai do céu. Você correrá o risco de ser espancado até a morte, simplesmente por dizer a verdade. A situação não mudou. Uma piadinha sobre um tal de Maomé gera fúria assassina. Tudo igual.

A má notícia é que religião é doença. A boa é que tem cura. Pense.

2006-12-18

Fósseis vivos

Em pleno século 21 vivem no nosso planeta primitivos animais, até pouco tempo atrás considerados extintos. Uma grande surpresa foi a descoberta de exemplares do peixe celacanto (Latimeria chalumnae), julgado extinto há mais de 100 milhões de anos. O choque dos arqueólogos com a descoberta ainda não foi totalmente superado. O celacanto original é muito provavelmente o ancestral de todos os anfíbios, mamíferos e répteis terrestres, e tem como característica especial as barbatanas frontais lobulares, das quais os nossos membros anteriores teriam se desenvolvido. Essa descoberta revive uma pergunta fundamental sobre evolução: se somos descendentes de peixes como esse, por que o celacanto continua quase igual, após 100 milhões de anos, enquanto nós somos tão diferentes?

Entre as descobertas modernas, é difícil encontrar uma mais importante que a de um outro animal que se acreditava extinto e é parente próximo de um antepassado humano, o Australopithecus afarensis. Alguns estudiosos o chamam de Australopithecus religiosus. Este animal, quase um fóssil vivo, é considerado bastante inteligente. Os cientistas acreditam que a sua linhagem foi a primeira a observar o mundo de forma crítica, elaborando teorias primitivas para explicar os fenômenos que os aterrorizavam, como as tempestades, raios e trovões. Estas teorias sempre envolviam um outro Australopithecus, mais poderoso, que controlaria as forças da natureza.

Os A. religiosus não inventaram a linguagem mas aprenderam a falar. Não inventaram a escrita mas aprenderam a ler de maneira imperfeita, tendo preferência por frases repetidas, vocabulários restritos e conceitos simples. O A. religiosus tem um forte espírito de grupo, sempre tentando se igualar aos que estão à sua volta, por meio de sofisticadas técnicas de imitação. Externamente parece-se muito conosco, ainda que as conexões de seu cérebro ainda remontem a uma era longínqua, muitos milhões de anos atrás, quando juntar-se em em bandos para apedrejar animais era uma prática comum de caça. Essa técnica era também utilizada para punir os membros do bando que não repetiam complexos rituais de confraternização e de sacrifício.

Os cientistas acreditam que o Australopithecus religiosus se parece tanto conosco por co-evolução e hibridização, apesar de que os detalhes de sua linhagem ainda não tenham sido claramente estabelecidos. Espera-se que em um futuro próximo testes em seu DNA mitocondrial possam determinar o nosso parentesco exato com essas criaturas.

Quando treinados apropriadamente, os A. religiosus podem efetuar diversas tarefas simples, como dissolver uma hóstia na boca sem mastigar, dizer fórmulas ajoelhando-se para uma direção pré-determinada, ou ainda repetir frases gritando e levantando os braços. Alguns dizem milhões de vezes a mesma coisa diante de um muro balançando repetidamente para frente e para trás. Outros giram ao redor de uma pedra entoando cânticos. Quando não treinados, podem tornar-se violentos. Repetições incessantes os acalmam e anulam muitos de seus instintos primitivos.

Infelizmente, algumas pessoas inescrupulosas treinam os volúveis Australopithecus para operações tenebrosas de guerra e destruição. Alguns os incitam a cobrir-se com explosivos e correr na direção de um 'inimigo' pré-determinado, outros os ensinam a empunhar foices e cortar cabeças sob o comando de um esperto mestre assassino.

Sem adestramento apropriado, os A. religiosus podem ser muito perigosos. Leis foram inventadas para dificultar o seu descondicionamento, chegando ao ponto de condenar à morte quem tentasse explicar aos A. religiosus que seu treinamento é inútil e contraproducente. Uma solução definitiva para o problema está ainda para ser descoberta. Os cientistas estão exultantes por ter conseguido implantar células tronco humanas em cérebros de Australopitecus. Em um futuro próximo o caro e ridículo condicionamento destas estranhas criaturas pode deixar de ser necessário, abrindo um gigantesco e maravilhoso leque de possibilidades para o futuro da humanidade.

2006-12-16

Religião - argumentos contra e a favor

Este didático vídeo explica por que não é possível considerar religiosos seriamente:


Para que vocês não me acusem de ser parcial, publico outro vídeo, a favor do cristianismo... Vocês decidem quem tem razão.



2006-12-14

Supersimples: Avanço ou consolidação do atraso?

Entre os muitos problemas do Brasil destaca-se o sistema de impostos. Dúzias de taxas e 'contribuições' incidem sobre consumo, produção, transferências financeiras... O que é realmente patético é quando o governo alardeia uma mudança como um progresso, quando na verdade ela simplesmente consolida o atraso de um país que insiste em ir para trás. Veja a notícia aqui.

O SuperSimples é um imposto nefasto. O problema é que incide sobre o faturamento. Impostos que incidem sobre o faturamento destróem a atividade de empresas: basta que elas tenham prejuízo em um período de atividade para que venha o governo terminar de quebrá-las, como se desferisse um golpe de misericórdia.

Impostos devem incidir sobre o lucro. Em todos os países civilizados é assim. Se a firma lucra, paga imposto. Se não lucra, não paga. Em alguns países é permitido compensar o prejuízo de um ano no ano seguinte.


O Brasil insiste em ir para trás, até quando as pessoas acham que estão progredindo.

Religião e ética médica



O Tambosi publicou em seu excelente blog:
Haja conflito!

Antes de fazer qualquer consideração, relato o caso. Faleceu nesta semana, num hospital público de Florianópolis, uma jovem de 20 anos que rejeitou, por motivos religiosos, a transfusão de sangue que era necessária à manutenção de sua vida. Testemunha de Jeová, como seu pai e parte da família, ela deixou escrito que não aceitaria a transfusão, proibida por sua religião. Submetia-se a tratamento "alternativo", acompanhada de uma médica que cultiva a mesma religião. Detalhe: o medicamento (?) alternativo (?) era preparado pelo marido da médica.

Como se percebe, o problema não é relativo à paciente. Qualquer cidadão, religioso ou não, tem o direito de dispor sobre sua vida como lhe aprouver. Ninguém deve ser forçado a viver ou morrer. O problema diz respeito - e profundamente - à ética médica, à qual estão submetidos todos os profissionais dessa área.
para ler mais clique aqui.

É só um interessante exemplo de como as religiões vão se apropriando de todas as brechas concedidas por uma sociedade tolerante, desrespeitando a vida. O catolicismo, com sua doutrina absurda de 'vida humana começa após a concepção' efetivamente extende a sua dominação até o útero de milhões de mulheres. Se uma mulher está grávida, a igreja não tem nenhum direito sobre um feto em gestação. Nem as igrejas tem direito de defender leis para os que seguem seus preceitos ou que as favoreçam de alguma maneira.

Ao final de contas, religião é simplesmente insanidade mental aceita socialmente. O erro da sociedade consiste em aceitar. Pagamos um preço demasiado alto por isso.