2007-11-06

De que sentia falta no Brasil

Há uma característica que reputo bem brasileira e que sempre me preocupou. Aí ninguém se incomoda em defender a própria posição. É verdade que quanto mais ao sul mais as pessoas tendem a discutir e debater idéias. Entretanto ao nos aproximarmos do trópico de Capricórnio toda a discussão degenera em trivialidades.

As pessoas se escondem atrás de uma máscara, elas até observam quando alguém tenta defender uma posição, mas jamais rebatem, jamais debatem. Ficam a olhar sem se manifestar, como se não sentissem nada, como se não entendessem nada. O que passa na cabeça deles? Imagino que pensam que seriam incapazes de rebater os argumentos mas, obtusos empedernidos, preferem seu dogma cristalizado. Como o cristão que "não entende" que uma célula não é uma pessoa, vi muitos que "não entendem" que o Lula é totalmente incapaz de melhorar o país. Silenciosamente olham para você e fazem o contrário do que se argumenta. Eles tem motivos? Vergonha da própria ignorância, inveja, ciúmes? Isso é o que move o Brasil. Para baixo, claro.

Ainda bem que não estou mais aí. Era como ser uma ovelha negra. Um dia as outras, brancas e burrinhas, se juntam e lá vai você para o hospício das ovelhas, justamente porque diferente. Interessante, os russos adoravam colocar pessoas no hospício. Deve ser somente uma coincidência: mandavam para lá justamente aqueles que tentavam fazer com que os outros pensassem.

5 comentários:

ielpo disse...

Zappi, como você já disse uns posts atrás... a tal brasilidade que faz a massa escolher sempre a alternativa mais fácil, menos trabalhosa... dá nisso! O povo é palerma mesmo, e tem orgulho disso, pois um dos maiores palermas que já existiu é hoje nosso presidente...

Pensar dá um trabalho! Defender o pensamento, então, vixe mainha... vou lá tomar mais uma e assistir o Curingão...

Abraço

Orlando Tambosi disse...

Pois acredite, Zappi, a situação está ainda pior...

Otacílio disse...

Zappi, você age como aquele infeliz que um dia conheceu no braga uma puta e se apaixonou por ela. Nunca mais conseguiu esquecer a puta. Perde o sono por causa da puta. Mas como não pode ter a puta só para si, fica se consumindo pelo ciúme e, para uso externo, esculhambando com a pobre prostituta. O seu objetivo, como um apaixonado, é denegrir, levar a pobre prostituta até a sarjeta mais abjeta. Tenho pena de você e lhe dou uma sugestão: deixe a prostituta em paz e à serviço de seus cafatães. Não importa se são do PT, do PMDB, do PSDB e de tantas outras siglas. Deixe a prostituta em paz à serviço de seus cafetães, os políticos, e de seus lacaios, os eleitores. Tenha pena da prostituta, pois ela já está mais do que fodida. Está fodida e mal paga.

Zappi disse...

Que história emocionante, Otacílio!

Acho que não é o meu caso. Estou só avisando os que estão aí. É difícil enxergar corretamente estando na Bahia, com o barulho do batuque do Olodum a zunir nos ouvidos.

Maria do Espírito Santo disse...

Faltam interlocutores que não usem o balido como linguagem. Enquanto eles balem, eu abalo. Adianta? Alivia. Mas existem você - o canguru saltante de Austrália em Austrália - o Ielpo pão de queijo como eu, o Tambosi da "ilha mágica de Santa Catarina", a Lets, de São Paulo... O Tambosi, então, coitado, no ambiente universitário, prega no deserto, fala para as paredes e joga pérolas às ovelhas. E elas balem, balem e balem... Béééééé!!! Quanto a deixar "as prostitutas em paz(???)" não entendi... Há quem as chame de cabras e não de ovelhas...