2007-11-09

Cisco e causas da bandalheira Brasil

Volto aqui a comentar o caso Cisco. A Receita Federal alega que a Cisco sonegou 1,5 bilhão de reais de impostos em 5 anos. Quanta grana, né? O esquema envolvia contrabando, propinas, empresas fantasma em paraísos fiscais... um belo imbroglio.

Vamos ver alguns números. Eu não tenho idéia de quanto a Cisco fatura no Brasil. Imagino que a PF saiba. Vou entretanto fazer uma estimativa, baseada no balanço anual da Cisco, publicado no site da empresa (aqui). A soma do faturamento mundial da Cisco nos últimos 5 anos é US$129,1 bilhões. O lucro no mesmo período é de US$26,6 bilhões, ou seja, aproximadamente 20%. Esses são os dados globais. O Brasil deve constituir aproximadamente 0,5% do faturamento global, já que essa é a parcela que cabe ao Brasil na economia mundial. Então, o faturamento da Cisco Brasil deve girar em torno de US$640 milhões, ou seja aproximadamente R$1,2 bilhões. Esse é o faturamento de 5 anos da Cisco! A pergunta agora é, como pode ser que o governo brasileiro cobraria R$1,5 bilhões de imposto sobre um faturamento de R$1,2 bilhões? Um lucro de 125% vai para o governo brasileiro, que como sempre, não fez nada.

Na resposta a essa pergunta simples está a chave de todo o problema brasileiro. Se uma empresa tem que pagar mais imposto do que seu faturamento é porque a carga tributária termina por multiplicar por dois ou mais o custo de produtos importados para o mercado brasileiro. Que país consegue se desenvolver com um sistema perverso como esse? É o roubo institucionalizado. O governo brasileiro, não se sabe por que cargas d'água, acredita que a ele corresponde uma parcela maior que a do faturamento de uma empresa de alta tecnologia como a Cisco. O que o governo brasileiro fez para ajudar no desenvolvimento desta tecnologia? Nada. O que o governo faz para ajudar o Brasil a se desenvolver? Nada. A carga tributária no Brasil é horrenda, mas é ainda mais horrenda para empresas estrangeiras.

Com um incentivo como esse, com certeza encontraremos muitos casos similares ao da Cisco. No próximo post vou explicar como funciona o outro lado da bandalheira Brasil: o setor público.

2007-11-08

Soninha, a minha maconheira favorita

Se o "Pravda" é o meu jornal favorito, a Soninha Francine do PT é a minha maconheira preferida. Dedico este post a essa moça que ajuda o PT a roubar com seu discurso vazio e se fazendo de idiota dia após dia. Será que ela faz compras na favela, como o moço do vídeo?



Brasifuturologia


Dois países, uma só voz

Neste artigo pergunta-se se será possível que nasça um outro "Che", tão idealista quanto o antigo, no mundo moderno. Ele é o ser perfeito também neste artigo aqui, que o chama de nada menos que "O Novo Homem". O detalhe interessante é que o primeiro artigo é do "G1" da Globo, citando Emir Sader, enquanto o segundo é do Pravda, escrito por um comunista equatoriano.

Não há diferença. O jornalismo brasileiro está mais e mais próximo do Pravda. Entretanto ainda mantenho minha preferência pelo incrivelmente mentiroso "A Verdade" - tradução da palavra "Pravda", do russo. Em determinado momento, para atacar alguém, cita a frase:
"Não existe pior merda que ser pobre."
Os pobres que me desculpem, mas eu concordo. O Lula também concorda. A diferença entre nós é que para evitar a pobreza eu trabalho enquanto o Lula, por pura estupidez, rouba.

2007-11-07

Impressões

Hum... acho que, depois de toda essa palhaçada, o PSDB vai terminar por aprovar a CPMF. Depois, o Lula vai aumentar o número de cargos de confiança, conseguir o terceiro mandato, o quarto... afinal tudo o que ele diz tem que ser invertido para fazer sentido. Gostaria mesmo de estar errado.

2007-11-06

De que sentia falta no Brasil

Há uma característica que reputo bem brasileira e que sempre me preocupou. Aí ninguém se incomoda em defender a própria posição. É verdade que quanto mais ao sul mais as pessoas tendem a discutir e debater idéias. Entretanto ao nos aproximarmos do trópico de Capricórnio toda a discussão degenera em trivialidades.

As pessoas se escondem atrás de uma máscara, elas até observam quando alguém tenta defender uma posição, mas jamais rebatem, jamais debatem. Ficam a olhar sem se manifestar, como se não sentissem nada, como se não entendessem nada. O que passa na cabeça deles? Imagino que pensam que seriam incapazes de rebater os argumentos mas, obtusos empedernidos, preferem seu dogma cristalizado. Como o cristão que "não entende" que uma célula não é uma pessoa, vi muitos que "não entendem" que o Lula é totalmente incapaz de melhorar o país. Silenciosamente olham para você e fazem o contrário do que se argumenta. Eles tem motivos? Vergonha da própria ignorância, inveja, ciúmes? Isso é o que move o Brasil. Para baixo, claro.

Ainda bem que não estou mais aí. Era como ser uma ovelha negra. Um dia as outras, brancas e burrinhas, se juntam e lá vai você para o hospício das ovelhas, justamente porque diferente. Interessante, os russos adoravam colocar pessoas no hospício. Deve ser somente uma coincidência: mandavam para lá justamente aqueles que tentavam fazer com que os outros pensassem.

2007-11-05

As cotas do Lula

Enquanto os brasileiros aplaudem a política de "cotas" para "negros", qualquer pessoa que pensa chega à conclusão abaixo:

MURRAY - Primeiro, deixe-me dizer que não conheço nem estive no Brasil. Mas a reputação do país é a de que as relações entre pessoas de diferentes etnias sempre foi boa. Vocês se apresentam como um país que não é obcecado com a questão negros versus brancos, como são os EUA. Se isso é verdade, a ação afirmativa é a melhor maneira possível para destruir essa vantagem.

Se vocês querem garantir que os brasileiros comecem a se odiar, odiar talvez seja uma palavra muito forte, mas estranhar um ao outro como nunca antes aconteceu, criar divisões, então a melhor receita é implantar a ação afirmativa. Funciona maravilhosamente para criar ressentimento. Se você tenta ajudar os negros, os brancos vão dizer: "Espere, se eu tenho a mesma habilidade e um processo seletivo justo, porque alguém deve ter vantagem em relação a mim por conta da cor de sua pele?."

Ao mesmo tempo, prejudica as pessoas que estão supostamente sendo ajudadas, no caso os negros. Toda vez que eles vão trabalhar, por exemplo, todas as pessoas brancas daquele escritório presumirão que eles conseguiram o emprego porque são negros. A presunção é: provavelmente essa pessoa não é tão capaz quanto nós porque conseguiu esse emprego por ação afirmativa. É uma idéia terrível! Sei pouco sobre o Brasil, mas sei muito sobre os EUA e a ação afirmativa em outros países. Eu imploro aos brasileiros: não façam isso.

Veja a entrevista completa aqui. A tradução da Folha é medonha, mas dá para ler algumas frases.

A política de cotas do PT e do Lula está desenhada para destruir a cordialidade brasileira. Esse é o objetivo: destruir. Como também é o objetivo do Mensalão, do Valerioduto, dos dossiês fantasmas, e do Maloqueiro-mór na presidência.

2007-11-04

Economist - especial sobre religião

A Economist publicou (aqui) um especial sobre religião. O autor, John Micklethwait, editor-chefe da Economist, disponibiliza uma entrevista em áudio sobre o assunto (aqui).

A série de artigos é esquisita. Chama de religião o movimento ecologista americano, o que tem um certo sentido. Afinal baseiam-se em premissas vagas, em idéias como a de que o homem não deveria brincar com as forças da natureza, verdadeiros dogmas ecololoucos. Entretanto também chama de religião a não-religião. Isto é um absurdo, é basicamente como dizer que "careca" é uma cor de cabelo.

Há uma série de estranhas expressões que apontam desejo: "...por um lado as vibrantes religiões e pelo outro o ateísmo..."

Li tudo e não vi mais do que alguém listando as tendências religiosas sem fazer nenhum julgamento, com subreptícios elogios a uma seita ou outra, chegando à conclusão de que as religiões hoje influem na política, mas que na verdade, sempre influiram (dããã...!).

A prosa desse sujeito é tão vazia e evita julgamentos de tal maneira que me deixou um pouco deprimido. A revista que foi fundada para divulgar o pensamento racional evitou fazer qualquer juízo quando a razão e a fé se indispõe uma com a outra. Será que se esqueceram de que o progresso da humanidade é devido ao uso da razão?

Parafraseando Hitchens, eu me sinto tentado a dizer que esse "especial" da Economist é tão inútil quanto os testículos do Papa.

2007-11-03

Interferências indevidas

Quando alguém diz que algum medicamento não deve ser vendido na farmácia, supomos que exista algum motivo técnico para tal. Quando o papa diz a farmacêuticos que não vendam a "pílula do dia seguinte", pois isso entra em conflito com o catolicismo, somos obrigados a nos perguntar com que base ele diz algo assim.

O papa não é cientista. Ele não é farmacêutico e nem médico. Ele não é mais que um velho assexuado com um repulsivo lado voyeur, sumamente interessado no sexo dos demais. Ainda por cima se imagina o porta-voz de um deus, o guardião moral da humanidade. O triste disso tudo é que há gente que ouve e dá bola ao que um tipo assim diz. Um abutre vestido de branco.

A boa notícia é que os italianos não acharam inteligente a atitude do papa (aqui). A Itália, apesar de ter o Vaticano em suas entranhas, ainda é um país civilizado. Até imagino o que o Papa deve estar pensando:

"Hoje a pílula do dia seguinte, amanhã a pílula, depois a camisinha..."


Eu acho que esse negócio de celibato está deixando os religiosos muito estranhos. O mínimo que o Papa poderia fazer é tomar algumas medidas para impedir que os padres católicos fizessem sexo com crianças... Eu me pergunto se os padres, quando estupram meninos (veja aqui), usam camisinha?

2007-11-02

Chapada central

Vejam que fantástico, a juventude brasileira está protestando!

Finalmente!

E na frente do Palácio do Planalto! Fora Lul...

Oops... não é para acabar com a corrupção, nem para o maloqueiro-mór se picar. É para ter o direito de viver chapado.

Pensando bem, com um presidente desses, um congresso desses, uma oposição dessas, um povinho pamonha como esse... Maconha já!